Nos últimos dias o homem tornou-se numa das pessoas mais procuradas por França e Portugal depois de ter sido conhecido o desaparecimento de dois menores
É outro dos protagonistas envolvidos no caso que está a chocar Portugal e França. O padrasto das duas crianças francesas encontradas abandonadas em Portugal, e que esteve sempre ao lado da progenitora das mesmas, é um antigo agente da polícia francesa que foi condenado, em 2010, por assédio e violência contra a mãe da filha, segundo informações avançadas pelo Le Parisien.
De acordo com uma fonte próxima do processo citada pelo jornal, o homem foi julgado nesse ano após uma queixa apresentada pela ex-companheira, e mãe da sua filha, e acabou condenado a nove meses de prisão, com pena suspensa sujeita a um período probatório de dois anos.
Na altura, a avaliação psicológica descreveu-o como uma “pessoa normal” e “sem patologia”, considerando-o “sociável, amigável, responsável, realista e equilibrado”, além de alguém com “boa confiança em si próprio”.
A mesma fonte refere, no entanto, que o homem terá atravessado “um longo período depressivo”, situação que o levou a abandonar as funções que desempenhava na polícia francesa.
Um perfil associado ao seu nome na rede social Facebook, consultado pelo Le Parisien contém várias publicações de teor conspirativo e antissemita, a mais recente datada de março.
Nos últimos dias tornou-se num dos homens mais procurados por França e Portugal depois de ter sido conhecido o desaparecimento de dois menores, com quatro e cinco anos, comunicado pelo pai há cerca de dez dias em Colmar, no leste de França.
Os dois irmãos foram encontrados na terça-feira à noite na Estrada Nacional 253, entre Alcácer do Sal e a Comporta. Já a mãe das mesmas, Marine Rousseau, e o padrasto acabaram capturados, na quinta-feira, na zona de Fátima, a quase 200 quilómetros do local onde tinham abandonado os menores. Serão esta sexta-feira presentes a juiz no tribunal de Setúbal.
