Abatimento na Linha do Norte em Gaia suprime 52 comboios e atrasa 130

Agência Lusa , NM
18 jan, 13:02
CP - Comboios de Portugal

Imagens mostram o buraco na linha em Francelos. A CP explica que se tratou de um "escorregamento do balastro"

O abatimento da Linha do Norte em Francelos, Vila Nova de Gaia, na semana passada, num troço em obras da Infraestruturas de Portugal, causou 52 supressões de comboios e 130 atrasos, que totalizaram 7.320 minutos, segundo a CP.

De acordo com uma resposta da CP - Comboios de Portugal a questões da Lusa, "foram efetuadas 52 supressões de comboios (44 totais e oito parciais), todas em comboios urbanos do Porto".

"A ocorrência provocou atrasos a 130 comboios, num total de 7.320 minutos", sendo que "o tempo médio dos atrasos foi de 56 minutos", adiantou fonte oficial da CP à Lusa.

A Lusa também questionou a Infraestruturas de Portugal (IP) acerca dos motivos para o abatimento da via em Francelos, em Gaia, distrito do Porto, encontrando-se a aguardar resposta.

A circulação ferroviária esteve condicionada entre a estação de Vila Nova de Gaia (Devesas) e o apeadeiro de Francelos entre quinta e sexta-feira, devido a um abatimento na via que está a ser intervencionada pela IP no âmbito do programa Ferrovia 2020.

A IP comunicou o "escorregamento do balastro" pelas 10:04, tendo a CP também comunicado que a circulação estava condicionada e "com alguns atrasos e supressões entre Ovar e Porto Campanhã, por abatimento da via em Francelos".

Nas imagens partilhadas pela imprensa e nas redes sociais era visível um buraco na via no apeadeiro de Francelos.

Os trabalhos de reposição da circulação foram iniciados pela IP no local e prolongados durante a noite, tendo a circulação sido reposta em ambas as vias da linha na sexta-feira, pelas 04:30.

"Como medida preventiva de segurança, foi estabelecida uma limitação de velocidade na via D [descendente], entre os quilómetros 325,3 e 325,3” da Linha do Norte, segundo a IP.

O troço entre Espinho e Vila Nova de Gaia está atualmente em obras no valor de 55,3 milhões de euros, e deverão concluir-se no início deste ano, disse fonte oficial da IP à Lusa no dia 04 de novembro.

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