Fogos. Uma família desalojada no concelho da Covilhã

Agência Lusa , FMC
16 ago, 16:19
Incêndio na Serra da Estrela (Nuno André Ferreira/Lusa)

Uma família ficou desalojada no concelho da Covilhã depois de a habitação ter sido atingida pelo incêndio que reativou na segunda-feira na serra da Estrela e que fez deslocar 35 pessoas, disse esta terça-feira o presidente da Câmara.

“Há pessoas desalojadas e há pessoas a serem deslocadas. Há outras que foram deslocadas e outras que, possivelmente, poderão vir a ser também. O fogo está a progredir em direção a Orjais e poderá avançar para a Senhora do Carmo”, indicou Vítor Pereira.

As pessoas desalojadas são de “uma família, cuja casa de primeira habitação” foi atingida pelo incêndio, na localidade de Vale Formoso, na União de Freguesias de Vale Formoso e Aldeia do Souto, Covilhã, distrito de Castelo Branco.

O presidente da Câmara Municipal da Covilhã explicava aos jornalistas que a Senhora do Carmo “é uma serra com muitas habitações, dispersas”, e, por isso, apelou aos cidadãos para “respeitarem as autoridades”.

“Aos covilhanenses que residem nestas imediações - mantendo a serenidade possível, e a calma possível, sei que é muito difícil fazer este apelo - deixem as suas habitações se o fogo se aproximar das suas casas e dirijam-se aos agentes da proteção civil. E logo que as coisas serenem, regressam às suas habitações, aos seus locais, com a tranquilidade que for possível”, pediu.

Vítor Pereira contou que, ao longo de segunda-feira, houve quem tomasse a decisão de abandonar as casas, “outros tiveram de ser persuadidos, convencidos, e muitas situações houve nesse sentido”.

“No Teixoso, temos centralizado a Escola C+S, onde as pessoas estão a ser acolhidas e eram 35 que, ontem à noite, estavam registadas. Algumas já se deslocaram para casa de familiares e amigos, mas ainda temos lá pessoas na escola”, disse.

Na conferência de imprensa conjunta do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Duarte Costa, com os autarcas da Covilhã, Vítor Pereira, da Guarda, Sérgio Costa, e de Belmonte, António Dias Rocha, este último disse que “ardeu um barracão”.

No concelho da Guarda, o presidente contou que na segunda-feira “o fogo atravessou completamente a aldeia de Valhelhas, a vila de Gonçalo e a aldeia de Famalicão da Serra, que tiveram de ser, em parte, evacuadas, tal como no Seixo Amarelo”.

“Com o reforço de meios, felizmente, durante a madrugada, conseguiram debelar as chamas e, neste momento, poderá haver um ou outro foco de incêndio, em função dos reacendimentos. E é aqui, com esta vigilância muito apertada, que qualquer reacendimento tem de ser atacado logo de imediato e é aquilo que está a ser feito”, acrescentou.

Sérgio Costa apontou ainda “que poderá haver alguns prejuízos de segundas habitações e alguns armazéns agrícolas”, mas lembrou que está a ser feito o levantamento, assim como também os “muitos postos de telecomunicações que foram ardendo ou que tombaram”.

“A água está a ser reposta. Os reservatórios acabaram por baixar o seu nível e, por isso, reforçámos com outras cisternas, até do município. E as telecomunicações estão no local, tal como a energia elétrica, que faltou em alguns locais, pelos postos que tombaram ou as linhas que cortaram. E agora temos de dar tempo ao tempo e no mais curto espaço de tempo estas infraestruturas, esperemos, serão todas repostas”, concluiu.

O incêndio reativou na segunda-feira, depois de ter sido dado como dominado no sábado.

O fogo deflagrou na madrugada do dia 6 em Garrocho, no concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, e as chamas estenderam-se depois ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira.

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