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Covid-19: Ana Paula Martins tentou travar vacinação de crianças saudáveis em 2021. Quando chegou a ministra, a DGS deu-lhe razão

9 abr, 20:44

Jornal SOL revela parecer da Ordem dos Farmacêuticos que alertava para riscos e efeitos de longo prazo da vacinas contra a Covid-19

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tentou evitar a vacinação em massa de crianças contra a covid-19 em 2021. Enquanto bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, fez chegar à então diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, um parecer que considerava os riscos e incertezas, quanto a possíveis efeitos adversos das vacinas, superiores aos benefícios para crianças saudáveis. O jornal SOL revela esse documento na edição que chega esta sexta-feira às bancas.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) muniu-se de outros pareceres para decidir em sentido contrário. A vacinação universal, a partir dos 12 anos, avançou em agosto e viria a ser alargada, em dezembro de 2021, a crianças com pelo menos quatro anos.

No primeiro ano de vacinação pediátrica, o Sistema Nacional de Farmacovigilância recebeu notificações de reações adversas às vacinas contra a Covid-19 consideradas “graves”, com 177 crianças como presumíveis vítimas. “Não tenho dúvidas de que houve efeitos secundários severos e até casos de morte na população pediátrica, mas infelizmente não foram investigados como deviam”, declara o pediatra Jorge Amil Dias ao jornal SOL.

DGS mudou de política três anos depois

Em setembro de 2024, a DGS fez marcha-atrás na vacinação universal em idade pediátrica, cinco meses depois de Ana Paula Martins ter tomado posse como ministra. A recomendação oficial passou a restringir a inoculação às crianças com sistema imunitário debilitado ou portadoras de doenças graves. A vacinação passou a ser da responsabilidade médica, mediante prescrição eletrónica.

O jornal SOL revelou, há duas semanas, que a então diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, assinou, antes e depois da decisão de vacinar as crianças, pelo menos 17 contratos com a indústria farmacêutica, admitindo que “poderão existir efeitos adversos da vacina que não são atualmente conhecidos”.

O Parlamento vai ouvir a atual e a anterior diretora-geral - Rita Sá Machado e Graça Freitas -, assim como a atual e a anterior ministras da Saúde - Ana Paula Martins e Marta Temido - sobre a gestão da pandemia. As audições foram propostas pelo Chega, para esclarecimentos sobre “transparência contratual, comunicação pública do risco, farmacovigilância e eventual responsabilidade do Estado”.

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