Covid-19: Pequim passa a exigir prova de vacinação para aceder a locais públicos

Agência Lusa , RL
7 jul, 07:23
Habitantes de Pequim testados à covid-19. Foto: AP

A decisão das autoridades surge numa altura em que a capital chinesa tenta aumentar a taxa de vacinação entre a população idosa, e evitar que surtos ativos em vários pontos do país se alastrem

O município de Pequim vai passar a exigir comprovativo de vacina contra a covid-19 para aceder à maioria dos locais públicos, a partir da próxima semana, informaram esta quinta-feira as autoridades locais.

Entre os locais referidos no comunicado, emitido pelo governo de Pequim, constam bibliotecas, museus, cinemas, galerias de arte, centros culturais, instalações desportivas e locais de entretenimento.

Há cerca de dois anos que as principais cidades da China exigem a utilização de uma aplicação para aceder a locais públicos ou residenciais. O utilizador deve primeiro digitalizar o código QR, uma versão bidimensional do código de barras, colocado na entrada de todos os edifícios, assim como nos transportes públicos ou táxis.

Estas ‘apps’, além de registarem todos os locais onde o usuário esteve, incluem os resultados dos testes para a covid-19 e o histórico de inoculação.

A vacina não era, no entanto, um requisito para aceder aos espaços públicos, em Pequim.

A decisão das autoridades surge numa altura em que a capital chinesa tenta aumentar a taxa de vacinação entre a população idosa, e evitar que surtos ativos em vários pontos do país se alastrem.

A capital chinesa administrou já 62,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 entre população de cerca de 21 milhões de habitantes.

Mas a baixa proporção de vacinados entre os idosos tem sido apontada pela China como uma das justificações para a manutenção da estratégia de ‘zero casos’ de covid-19.

Em meados de abril, quando a cidade de Xangai sofreu o surto mais grave de sempre na China, apenas cerca de 63% dos habitantes de Xangai com mais de 60 anos tinham recebido o esquema de vacinação completo.

Também em Hong Kong, um surto de covid-19, provocado pela altamente contagiosa variante Ómicron, causou uma média de mais de 100 mortes por dia, na cidade de 7,4 milhões de habitantes, nos primeiros meses do ano.

No início desse surto, apenas 43% dos habitantes de Hong Kong com mais de 80 anos, um dos grupos mais vulneráveis, tinham recebido pelo menos uma dose da vacina, resultando numa das mais altas taxas de mortalidade do mundo durante a pandemia.

Os chineses mais velhos não sentem urgência em receber a vacina, devido aos baixos níveis de infeção no país.

De acordo com as contas oficiais chinesas, desde o início da pandemia, 226.300 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus no país, entre as quais 5.226 morreram, embora o número total de pessoas infetadas exclua casos assintomáticos.

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