Portugal pode bater o recorde de mais de 16.000 casos diários de covid-19, avisa Temido

Agência Lusa , WL
22 dez 2021, 22:51
Ministra da Saúde, Marta Temido (ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)
Ministra da Saúde, Marta Temido (ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)

Pico tinha sido atingido em janeiro com 16.432 casos. Variante Ómicron, mais contagiosa, está na origem das preocupações. Conjugação de factores, como incerteza e desconhecimento, pode ser "muito complicada" para o SNS, segundo a ministra

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A ministra da Saúde admitiu esta quarta-feira que Portugal pode ultrapassar o máximo de casos diários já registados desde o início da pandemia, devido à elevada capacidade de transmissão da variante Ómicron. “Podemos ultrapassar os recordes que já tivemos até agora porque é uma característica desta variante”, afirmou Marta Temido, em entrevista à RTP.

Segundo a ministra, “é estimado que Portugal ultrapasse o seu recorde de infeções”, que foi atingido a 28 de janeiro, no pico da maior onda da pandemia, dia em que foram registados 16.432 casos.

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Maior pressão no SNS

Marta Temido, que não avançou com uma estimativa concreta do número máximo de casos que se poderá registar, manifestou-se preocupada com o possível afluxo aos serviços de urgência, admitindo que se poderá registar uma “conjugação muito complicada por estes dias”.

“Por isso é que é tão importante neste momento, em que se avizinha uma época de contactos tradicionalmente intensos, que cada um de nós faça aquilo que está ao seu alcance para prevenir a transmissão - que é muito fácil com esta variante”, alertou.

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De acordo com a ministra, com o aumento das infeções vai registar-se uma maior pressão sobre a linha SNS24, sobre a testagem e sobre os inquéritos epidemiológicos, áreas que o Governo “está a reforçar”.

“Ainda ontem [terça-feira] foi promulgada pelo Presidente da República uma medida legislativa aprovada pelo Conselho de Ministros na última semana que permite a contratação de rastreadores adicionais”, disse.

Rumo ao desconhecido

De acordo com Marta Temido, e devido à Ómicron, Portugal está a “caminho de uma situação complexa e, sobretudo, com muita incerteza e muito desconhecimento associados”.

“Os cenários e as estimativas dos peritos que nos apoiam estão a confirmar-se em termos de transmissibilidade”, adiantou a governante, ao salientar que falta saber qual o impacto desta maior transmissão em termos de gravidade da doença e de escape imunitário.

Relativamente à possibilidade de o Governo voltar a determinar o uso de máscara em espaços públicos, Marta Temido adiantou que o Executivo tem quadro legal para tomar essa medida e que está disponível para fazer esta avaliação, mas salientou ser necessário “equilibrar o esforço individual”.

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“Não podemos pedir tudo às pessoas porque senão elas provavelmente desistem”, referiu.

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