opinião

Global: faltam vacinar com dose de reforço 555 mil pessoas com mais de 65 anos

19 dez 2021, 22:57

Paulo Portas pede que se estenda o regime de casa aberta até aos 50 anos e deixa uma nota de falha num centro de vacinação em Lisboa

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Portugal continua o processo conjunto de vacinação com dose de reforço contra a covid-19 e da gripe. Entre pessoas que ainda não estão elegíveis e aquelas que ainda não foram chamadas, mais de 500 mil idosos ainda esperam para a vacinação com a terceira dose.

Neste momento, e de acordo com os dados apresentados por Paulo Portas na rubrica Global, do Jornal das 8 da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal), faltam vacinar 18% das pessoas com mais de 80 anos com a dose de reforço. Entre 70 e 79 anos faltam vacinar 23% das pessoas, enquanto que 20% das pessoas entre os 65 e os 70 anos ainda esperam a dose de reforço.

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Dessa forma, faltam ainda vacinar 125 mil pessoas dos 65 aos 70 anos, cerca de 285 mil dos 70 aos 79 anos e perto de 145 mil com mais de 80 anos. Ao todo, faltam vacinar com dose de reforço 555 mil pessoas com mais de 65 anos, sendo que algumas destas pessoas podem não estar ainda elegíveis, nomeadamente se tiverem sido infetadas no período entre a segunda e a terceira doses.

Estes dados surgem em paralelo à continuação do processo de vacinação contra a covid-19, que este fim de semana foi alargada às crianças entre os 5 e os 11 anos, ao mesmo tempo que decorre a inoculação com a dose de reforço.

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"Fez-se um progresso enorme", assinalou Paulo Portas, que relevou a abertura do processo de vacinação de reforço aos maiores de 50 anos.

Ainda assim, e traçando um exemplo concreto vivido pelo próprio, o comentador deixou uma nota sobre o centro de vacinação de Lisboa: "Reparei que podiam estar até seis mil pessoas a ser vacinadas por dia, e, por causa das contradições da Direção-Geral da Saúde, estão a ser vacinadas duas ou três mil.

"Não temos tempo a perder, é uma corrida contra o tempo. A terceira dose é absolutamente essencial para fazer face à Ómicron e à perda de imunidade. Eu já tinha a segunda dose desde o final de maio", nota, pedindo que se aplique o regime da casa aberta "pelo menos a partir dos 50 anos".

Portugal é um dos países em todo o mundo com mais sucesso na vacinação, o que também se tem traduzido em números menores de mortes quando comparado com períodos semelhantes em termos de infeções diárias, em altura em que não existiam vacinas.

A ameaça Ómicron

Com menos de uma semana para o Natal, a dúvida começa a instalar-se em muitos setores da sociedade. Lá fora, o aparecimento da Ómicron já colocou vários países em alerta. Esta semana o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge assinalou que a nova variante da covid-19 pode vir a ser a maior responsável pelos novos casos ainda este ano.

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Paulo Portas lembra que existe uma maior transmissibilidade, ainda que esta mutação não pareça afetar a eficácia da vacina na prevenção de doença grave.

Com vários dias acima dos cinco mil casos diários, Portugal está ainda abaixo da média europeia na incidência, tendo 547 casos por 100 mil habitantes, menos que os 783 casos por 100 mil habitantes verificados na União Europeia.

Neste momento, e de acordo com os dados recolhidos por Paulo Portas, faltam vacinar 18% das pessoas com mais de 80 anos com a dose de reforço. Entre 70 e 79 anos faltam vacinar 23% das pessoas, enquanto que 20% das pessoas entre os 65 e os 70 anos ainda esperam a dose de reforço.

Dessa forma, faltam ainda vacinar 125 mil pessoas dos 65 aos 70 anos, cerca de 285 mil dos 70 aos 79 anos e perto de 145 mil com mais de 80 anos. Ao todo, faltam vacinar com dose de reforço 555 mil pessoas com mais de 65 anos, sendo que algumas destas pessoas podem não estar ainda elegíveis, nomeadamente se tiverem sido infetadas no período entre a segunda e a terceira doses.

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