Ómicron representa 73% dos novos casos nos EUA

21 dez 2021, 03:30
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Há duas semanas, a nova variante era responsável por apenas 1% dos novos casos nos Estados Unidos. Crescimento exponencial replica o que se viu em países como África do Sul e Reino Unido

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Quase três em cada quatro novos casos de covid-19 nos Estados Unidos são provocados pela variante Ómicron, informou o Centro para Controlo de Doenças (CDC) norte-americano nesta segunda-feira à noite. Ou seja, em poucos dias a nova variante tornou-se largamente dominante nos novos contágios. 

O crescimento exponencial fica bem patente quando se comparam os dados das últimas duas semanas. Há cerca de 15 dias, apenas 1% dos novos casos eram da variante Ómicron; há uma semana, os dados oficiais não identificavam sequer 3% de novos casos - mas esses valores foram entretanto revistos para 12,6%, ou seja, há uma semana já havia muitos mais casos de Ómicron nos EUA do que as autoridades foram capazes de identificar na altura. Entretanto, esse valor saltou para 73%. Ou seja, três quartos dos novos casos detetados nos Estados Unidos são da variante detetada na África do Sul em novembro.

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Recorde-se que o primeiro caso da nova variante detetado nos Estados Unidos data de 1 de dezembro. Os valores divulgados pelo CDC indicam que os casos de Ómicron estão a crescer a um ritmo só comparável com o que se registou na África do Sul, no Reino Unido e na Dinamarca: estão a duplicar a cada dois dias.

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Nalguns locais, o ritmo de propagação é ainda mais alto. É o caso de Washington D.C., a capital do país, onde os casos de Ómicron estão a triplicar a cada dia que passa. Em Nova Iorque, a nova variante já é responsável por 80% dos novos casos. Alguns dos estados mais atingidos estão a repor restrições e medidas de contenção da propagação do vírus, como a obrigatoriedade de máscaras, de vacinação e/ou de apresentação de teste negativo para aceder a determinados locais.

Com este crescimento exponencial da nova variante, a Delta está a perder terreno: representa neste momento apenas 26% das novas infeções nos EUA.

Pressão extrema sobre sistema de saúde

Apesar de a nova variante ser aparentemente menos agressiva para o organismo - a informação disponível indica que em média poderá provocar doença menos grave e será menos mortífera do que a Delta -, essa ainda não é uma certeza para a comunidade médica e científica. Por outro lado, a enorme capacidade de propagação desta variante está a fazer disparar o número de novos casos, o que deverá em muitas regiões significar recordes absolutos de pessoas infetadas. É o caso, por exemplo, do estado de Nova Iorque, que já havia sido um dos mais castigados na primeira vaga de covid-19, e está a bater novos recordes de infetados. E esse facto está a pressionar os serviços de saúde. 

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Os grandes surtos que estão a acontecer nos EUA estão a resultar em elevado número de doentes hospitalizados - em diversos estados, os hospitais têm alertado para a impossibilidade de receber mais doentes, e a Guarda Nacional está a ser convocada para ajudar na resposta, nomeadamente substituindo profissionais de saúde infetados. 

Anthony Fauci, o principal expert norte-americano em doenças infeciosas, já tinha alertado para a pressão que a Ómicron causaria sobre os hospitais dos EUA, sobretudo à medida que o pessoal de saúde de primeira linha seja infetado ou reinfetado, pois esta variante - com as suas mais de 50 mutações - tem uma capacidade muito superior de provocar reinfeções.

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