Covid. Primeiro as más notícias: atingimos um máximo histórico na incidência; agora as boas: a mortalidade desceu muito

5 jan, 10:38
Covid-19 em Portugal
Covid-19 em Portugal

Pedro Pinto Leite, da Direção-Geral de Saúde, fez a análise da situação epidemiológica esta quarta-feira durante a reunião do Infarmed que reúne governantes e especialistas

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“Encontramo-nos numa fase diferente” caraterizada pelo “número de novos casos mais elevado desde o início da pandemia”, afirmou Pedro Pinto Leite, durante a reunião do Infarmed.

A incidência atingiu “máximo histórico” e encontra-se em 2.007 casos por 100 mil habitantes e corresponde a um aumento de 131% em relação ao mesmo período do ano anterior. A tendência, explicou o especialista, é “fortemente crescente”.

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No entanto, nos últimos 14 dias, a taxa de mortalidade situou-se agora nos 19 óbitos por milhão de habitantes, abaixo do valor de referência, apresentando ainda uma “tendência estável e muito abaixo dos valores que já tivemos na pandemia”. “O risco de morte é substancialmente inferior nos indivíduos com esquema vacinal completo”, explicou.

Na última semana, o país teve uma média diária de 21 mil casos e a incidência teve uma tendência de subida “em todas as zonas do país", com particular destaque nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Madeira. O especialista revelou ainda que o grupo etário dos 20 aos 29 anos é aquele que apresenta um maior aumento de incidência, seguido do grupo etário dos 30 aos 39 anos.

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No entanto, quando analisada a variação da incidência, foi o grupo com mais de 80 anos onde se registou a maior variação percentual, com um aumento de 165%.

Portugal realizou, no mesmo período, 1.738.807 testes notificados e há registo de um aumento da proporção da positividade dos testes, que se encontra agora em 10%, um número superior ao valor referência de 4%.

Analisando a situação por região, adiantou que se observa uma incidência fortemente crescente em todas as regiões do país, com destaque para a região de Lisboa e Vale do Tejo e a Região Autónoma da Madeira.

Por grupos etários, Pedro Pinto Leite adiantou que o grupo dos 20 aos 29 anos mantém-se como o grupo etário com maior incidência, seguido dos 30 aos 39 anos e depois os grupos progressivamente mais novos.

O grupo dos 60 aos 79 anos ultrapassou a incidência de 960 casos por 100 mil habitantes.

Quanto aos internamentos, referiu que Lisboa e Vale do Tejo, a região com a primeira introdução da Ómicron no país, os números de internamentos totais aumentaram em cerca de mais de 50%, embora o número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos se mantenha estável.

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Relativamente ao risco de internamento por grupo etário, mantém-se inferior nos grupos com a vacinação completa, sendo cerca de 2 a 6 vezes menor nos grupos etários acima dos 50 anos.

Segundo Pedro Pinto Leite, “há um risco de morte substancialmente inferior nos grupos e nos indivíduos com o esquema vacinal completo”.

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