Hong Kong alivia restrições antipandemia a partir de 21 de abril

Agência Lusa , AM
14 abr, 07:43
Hong Kong vai abater dois mil hamsters com covid-19 (Kin Cheung/AP)

Próximo passo deverá ser a reabertura de bares, salões de festas, estabelecimentos de karaoke e praias públicas

Hong Kong vai aliviar, a partir de 21 de abril, as medidas anticovid, em vigor há meses, permitindo a reabertura de ginásios e a extensão do horário de funcionamento da restauração, anunciaram esta quinta-feira as autoridades.

A chefe do Executivo da região administrativa chinesa, Carrie Lam, apresentou um plano para o alívio das regras de distanciamento social, impostas no combate contra a quinta vaga da pandemia no território.

Os restaurantes vão poder operar até às 22:00 locais, enquanto o limite de ocupação das mesas passa de duas para quatro pessoas, escreveu o jornal South China Morning Post, que publicou o vídeo da conferência de imprensa do governo de Hong Kong.

Os funcionários dos estabelecimentos de comida têm de estar vacinados e submeter-se, a cada três dias, a testes rápidos à covid-19.

Ginásios, salões de beleza, salas de jogos, cinemas, instalações públicas desportivas, parques temáticos e infantis, museus e locais de espetáculo voltam a abrir portas. Os bares, as praias públicas, piscinas e locais de churrasco são exceção, mantendo-se para já encerrados.

Quanto aos cinemas, tanto espetadores como funcionários estão obrigados a apresentar as três doses da vacina caso o operador queira servir comidas e bebidas.

No que diz respeito às reuniões públicas, o limite de pessoas permitidas passa a ser quatro, e é levantada também a proibição de encontros em locais privados envolvendo mais de dois agregados familiares, acrescentou o diário em língua inglesa.

A reabertura dos estabelecimentos vai trazer riscos de transmissão, mas o governo tem de alcançar um equilíbrio, defendeu Lam, na conferência de imprensa.

“Espero que o público esteja mais alerta, especialmente durante as férias da Páscoa que se aproximam”, disse.

Restrições retiradas por fases

Com a gradual diminuição do número de infeções, Carrie Lam anunciou em março planos para levantar faseadamente, nos próximos três meses, as regras de distanciamento social em Hong Kong.

Apesar de Lam não ter avançado com detalhes para a segunda e terceira fases, "dependentes da situação do fim-de-semana prolongado", fonte do governo referiu ao South China Morning Post que o próximo passo é a reabertura de bares, salões de festas, estabelecimentos de karaoke e praias públicas.

O horário de funcionamento dos restaurantes deverá ser estendido até à meia-noite e a ocupação das mesas limitada a oito pessoas.

Finalmente, numa terceira e última fase, de acordo com a mesma fonte, está previsto o levantamento total das restrições.

As autoridades de Hong Kong registaram na quarta-feira 1.272 casos de infeção de covid-19.

Os números oficiais mostram mais de um milhão de casos e perto de nove mil mortes.

Carrie Lam sublinhou esta manhã que as infeções estão a diminuir e que o volume de trabalho decresceu mais de 90% desde o pico, em março.

“Hong Kong está agora muito mais bem preparada para lidar com outra onda”, notou.

Desde o início da pandemia, a cidade de 7,4 milhões de habitantes aplicou uma política rigorosa de “zero casos”, à semelhança da China.

Mas desde o aparecimento da variante Ómicron, no início deste ano, os hospitais ficaram sobrecarregados e Hong Kong está agora entre os territórios desenvolvidos com uma das maiores taxas de mortalidade.

As medidas rigorosas impostas pelas autoridades na tentativa de conter a pandemia provocaram um êxodo de habitantes estrangeiros e locais.

A covid-19 causou mais de seis milhões de mortos em todo o mundo desde o início da pandemia desta doença, provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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