Portugal regista “casos esporádicos” de vírus SARS-CoV-2 recombinantes, revela INSA

Agência Lusa , BCE
12 abr, 20:46
Covid-19

A circulação de várias linhagens ou variantes do vírus ao mesmo tempo na comunidade aumenta a possibilidade da ocorrência de infeções mistas, ou seja, quando uma pessoa fica infetada simultaneamente por mais do que uma delas

Portugal registou “casos esporádicos” de coronavírus SARS-CoV-2 recombinantes, entre os quais um caso do designado XM na região Centro, anunciou esta terça-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Em Portugal, os poucos vírus recombinantes identificados até à data foram detetados em casos esporádicos nas amostragens aleatórias semanais” analisadas pelo INSA, adianta o relatório sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal.

A circulação de várias linhagens ou variantes do vírus ao mesmo tempo na comunidade aumenta a possibilidade da ocorrência de infeções mistas, ou seja, quando uma pessoa fica infetada simultaneamente por mais do que uma delas.

Isso pode levar a uma mistura do material genético entre essas linhagens, resultando num perfil genético misto designado de “recombinante”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já identificou vários SARS-CoV-2 recombinantes, entre os quais os resultantes das variantes Ómicron mais Delta e das linhagens BA.1 mais BA.2, estando a ser atribuídas designações aos de maior relevância epidemiológica.

Vírus recombinante XM mais transmíssivel do que linhagem BA.2

Entre os vírus recombinantes consta o XM, detetado pela primeira vez no Reino Unido em janeiro e que poderá ser, segundo os dados preliminares, 10% mais transmissível do que a linhagem BA.2.

Segundo o INSA, em Portugal “destaca-se um caso associado ao recombinante com designação internacional XM” detetado entre o final de março e o início de abril na região Centro, que se caracteriza por um perfil genético híbrido, em que a primeira metade do genoma é BA.1 e a segunda é BA.2.

“O recombinante XM tem sido sobretudo detetado na Alemanha e Países Baixos, não havendo evidência (prova) de que apresente diferenças funcionais de transmissibilidade ou de evasão do sistema imunitária em relação às linhagens parentais BA.1 e BA.2”, avança o relatório do INSA.

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira, a linhagem BA.2 da variante Ómicron é responsável por 94,2% das infeções registadas em Portugal, enquanto a BA.1, que chegou a ser prevalente no país, representa os restantes 5,8%.

Relativamente às novas linhagens da Ómicron, o INSA adianta que a BA.5 foi detetada em apenas um caso na região de Lisboa e Vale do Tejo e que, até à data, não foi detetado qualquer caso BA.4 em Portugal.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 520 sequências por semana desde o início de junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 137 concelhos por semana.

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