Rússia quer mais 13 anos de prisão para Alexei Navalny

15 mar, 11:28
Alexei Navalny

Líder da oposição enfrenta acusações de fraude e injúria em tribunal. Navalny encontra-se detido desde janeiro de 2021

O Ministério Público da Rússia pediu esta terça-feira 13 anos de prisão para Alexei Navalny, num caso em que o advogado está acusado de fraude e insulto em tribunal, avançou a agência de notícias russa TASS.

Na audiência, que decorreu no Tribunal de Lefortovo, em Moscovo, a procuradora Nadezhda Tikhonova pediu ainda a imposição de uma multa de 1,2 milhões de rublos, cerca de nove mil euros, ao líder da oposição russa.

Navalny está acusado de fraude pelas autoridades russas, por alegadamente se ter apropriado de fundos para uma campanha eleitoral e tê-los gasto em despesas pessoais. Segundo os investigadores, Navalny ter-se-á apoderado de 2,7 milhões de rublos (quantia que ronda atualmente os 20 mil euros) da FBK, ou Fundação Anti-Corrupção, criada pelo advogado em 2011 para denunciar a corrupção entre as elites russas. Em 2021, esta fundação foi extinta, passando a ser designada como “organização extremista” pela Rússia.

O líder da oposição a Vladimir Putin está também acusado de insulto em tribunal por alegadamente ter difamado um veterano da Segunda Guerra Mundial durante outro julgamento. Para sustentar as acusações, o Ministério Público do país apoia-se nos depoimentos de quatro vítimas, nove testemunhas e três especialistas.

Alexei Navalny encontra-se detido desde janeiro de 2021, quando regressou da Alemanha, onde recebeu tratamento após uma tentativa de envenenamento com um agente nervoso Novichok. Navalny adoeceu durante um voo entre Tomsk e Moscovo, tendo sido colocado em coma induzido antes de ser reencaminhado para Berlim.

O julgamento decorre numa altura em que as atenções do mundo estão viradas para a invasão russa da Ucrânia, à qual Navalny já expressou a sua oposição durante uma audiência no tribunal, considerando que o conflito "serve para distrair o povo dos problemas internos da Rússia" e "levará a um grande número de vítimas e ao empobrecimento dos cidadãos russos".

De acordo com a organização não-governamental OVD-Info, que tem monitorizado os protestos anti-guerra na Rússia, já quase 15 mil pessoas foram detidas na Rússia por se manifestarem contra a invasão da Ucrânia.

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