Dois fiscais da Câmara de Lisboa detidos, Carlos Moedas reage: "A justiça é que deve fazer o seu trabalho"

Agência Lusa , FMC
26 mai, 16:51
Carlos Moedas. Foto: Andre Kosters/Lusa

Dois fiscais de obras da Câmara de Lisboa foram detidos na passada terça-feira por suspeitas de corrupção

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, deixou esta quinta-feira nas mãos da justiça a investigação em curso a dois fiscais municipais suspeitos de corrupção, detidos no início da semana.

“A justiça é que deve fazer o seu trabalho. Para mim é prioridade a transparência e o combate à corrupção. Daí a ideia de propor à Câmara Municipal um novo departamento só em relação a todos os temas que tenham a ver com a transparência e o combate à corrupção”, disse Carlos Moedas quando questionado acerca do assunto.

O presidente da autarquia falava à margem do lançamento da primeira pedra para a construção de 50 casas no Bairro da Boavista, integradas na operação de realojamento em curso na zona de alvenarias e que representa um investimento superior a 6,5 milhões de euros.

“É um trabalho da Polícia Judiciária, da justiça, não comento nada em curso. Respeito a justiça e vamos seguir todos os trâmites”, sublinhou.

Na terça-feira, após a notícia da detenção de três homens por suspeitas de corrupção, dois deles fiscais de obras da Câmara Municipal de Lisboa, por parte da Polícia Judiciária (PJ), a autarquia salientou que a transparência e o combate à corrupção são “uma prioridade central” no trabalho do município.

“Para o atual executivo, a transparência e o combate à corrupção são uma prioridade central no trabalho que é desenvolvido diariamente na Câmara Municipal de Lisboa”, pode ler-se numa curta nota enviada à Lusa.

Na nota, a Câmara de Lisboa recordou que uma das primeiras medidas avançadas no mandato de Carlos Moedas (PSD) foi a criação do pelouro da Transparência e Combate à Corrupção, que ficou a cargo da vereadora do Urbanismo, Joana Almeida.

Além disso, foi criado “um departamento municipal de transparência e combate à corrupção, considerando que são desafios imprescindíveis para a correta gestão autárquica”, lia-se também na nota.

O inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa levou à emissão de mandados para buscas domiciliárias e também nos postos de trabalho dos dois funcionários municipais.

A polícia apreendeu "prova relevante" e "elevadas quantias" de dinheiro.

Fonte ligada à investigação disse à Lusa na terça-feira, que os dois fiscais de obras da Câmara Municipal de Lisboa vão aguardar o processo em prisão preventiva, após interrogatório judicial.

Segundo a mesma fonte, o terceiro arguido também detido pela PJ por suspeitas de corrupção, que é empresário e proprietário de uma obra em Lisboa, vai aguardar o desenrolar do inquérito sujeito à medida de coação de proibição de contactos com outras pessoas envolvidas no processo.

Carlos Moedas venceu as eleições autárquicas em setembro passado pela coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa sem maioria absoluta.

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