Há 23 estrangeiros entre as vítimas da tragédia de Seul. Não há registo de portugueses entre os mortos

30 out, 04:19
Esmagamento de multidão em Seul

Representação de Portugal em Seul está em contacto com autoridades sul-coreanas e com a comunidade portuguesa no país. Não há indicação de vítimas portuguesas entre os 19 estrangeiros que morreram na celebração do Halloween

Está confirmada a presença de, pelo menos, 23 cidadãos estrangeiros entre as vítimas mortais da tragédia deste sábado em Seul, quando milhares de pessoas foram esmagadas por uma multidão durante as celebrações do Halloween. 

Segundo a informação da embaixadora de Portugal em Seul, Susana Vaz Patto, não há indicação de qualquer vítima entre a comunidade portuguesa. A representação diplomática de Portugal em Seul está em contacto permanente com as autoridades sul-coreanas e também com a comunidade nacional radicada naquele país. Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros disse à Lusa que não existe, até ao momento, notícia de qualquer cidadão português entre as vítimas.

São cerca de três centenas os portugueses que vivem na Coreia do Sul, na sua maioria na capital do país, onde aconteceu a tragédia deste sábado, que fez pelo menos 153 vítimas mortais - segundo a última atualização das autoridades -  e cerca de uma centena de feridos, alguns em estado considerado grave. Do total dos 153 mortos, só três estão por identificar.

Durante a manhã de domingo (hora local) a polícia de Seul informou que há cerca de 355 pessoas que estão dadas como desaparecidas - as autoridades estão a tentar confirmar o paradeiro desses cidadãos, e perceber se poderão estar entre as vítimas de sábado à noite. Não há indicação de qualquer português entre os nomes desta lista.

Entre as vítimas mortais de nacionalidade não sul-coreana já foram identificados cidadãos da China, Irão, Uzebequistão e Noruega. O processo de identificação das vítimas está a ser dificultado pelo facto de serem sobretudo jovens - adolescentes ou na casa dos 20 anos - que, em muitos casos, não tinham consigo os respetivos documentos.

Itaewon, o bairro onde se registou o esmagamento, é um dos principais centros de diversão noturna na capital da Coreia do Sul, muito frequentado tanto por sul-coreanos como por turistas e expatriados. É uma zona conhecida pelos seus bares, discotecas e restaurantes, e concentra também muitas lojas de marcas internacionais. Muitos estrangeiros residentes em Seul vivem nesta parte da cidade, onde se encontram também diversas embaixadas e serviços consulares.

Ao saber da "terrível tragédia ocorrida em Seul", Marcelo Rebelo de Sousa apresentou "as suas sentidas condolências" e "uma palavra de reconforto e solidariedade" às famílias das vítimas, numa mensagem enviada ao Presidente da Coreia, revelou a Presidência da República. Também o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, manifestou o seu pesar através do Twitter.

Também através desta rede social, a embaixadora Susana Vaz Patto, deixou uma palavra de pesar às vítimas e suas famílias.

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