Multidão esmagada durante celebração de Halloween na Coreia do Sul. Há pelo menos 151 mortos

CNN Portugal , HCL
29 out, 17:22

Incidente ocorreu na capital Seul durante a primeira grande celebração do Halloween desde 2019, após o fim das restrições impostas pela pandemia. Presidente sul-coreano já declarou luto nacional

Pelo menos 151 pessoas morreram e cerca de uma centena ficaram feridas após uma debandada num popular local de diversão noturna na capital da Coreia do Sul, Seul, durante as celebrações do Halloween.

O incidente ocorreu na zona cosmopolita de Itaewon, enquanto dezenas de milhar de pessoas celebravam o primeiro Halloween nas ruas da capital sul-coreana desde 2019. As restrições ligadas à pandemia condicionaram fortemente as celebrações de rua desta festividade, que nas últimas décadas se tornou cada vez mais popular na Coreia do Sul e no vizinho Japão. Este foi o primeiro ano em que os festejos foram permitidos sem condicionamentos, com milhares de jovens a trocar as máscaras anti-covid por máscaras de Halloween.


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Tratou-se da maior tragédia na Coreia do Sul desde 2014, quando um ferry-boat se afundou, vitimando 304 pessoas. É o pior caso de esmagamento coletivo de que há registo no país.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, já anunciou um período de luto nacional, e ordenou uma investigação às causas da tragédia que, disse numa comunicação ao país, "nunca devia ter acontecido".

 

 

Os números mais recentes da tragédia foram avançados pelas autoridades locais em conferência de imprensa às 9 da manhã deste domingo (hora local). As vítimas são, na sua grande maioria, adolescentes e jovens na casa dos vinte anos. Itaewon é um dos principais centros de animação noturna da capital sul-coreana, especialmente popular entre a população mais jovem. É também um polo de atração turística, e há notícia de, pelo menos, duas dezenas de estrangeiros entre as vítimas mortais.

Dezenas de pessoas morreram em paragem cardiorrespiratória, e outras por esmagamento, quando milhares se começaram a empurrar numa ruela estreita e inclinada.

As vítimas mortais são na sua maioria do sexo feminino (97), que estariam no centro da multidão. Quem estava nas partes laterais da rua terá conseguido escapar ao esmagamento coletivo. Os relatos de diversas testemunhas dão conta de uma grande agitação entre a multidão que se acotovelava numa rua estreita, quase sem se conseguir movimentar, ao mesmo tempo que continuavam a chegar mais pessoas. Quando as primeiras vítimas caíram, outras foram tropeçando, empurradas pela multidão que se acumulava no topo da rua e pressionava os que estavam mais abaixo.

Os relatos no Twitter dão conta de gente que não conseguia respirar e procurava abrigo nos bares e clubes noturnos da zona - porém, muitos terão fechado as portas e impedido as pessoas de sair da rua, alegando razões de segurança ou o horário de funcionamento. O comportamento dos responsáveis dos estabelecimentos de animação noturna é um dos aspetos que estará sob investigação das autoridades, que já anunciaram um inquérito para apurar tudo o que correu mal na noite de sábado.

 

As imagens captadas em vídeo mostram várias pessoas a serem assistidas na rua pelos profissionais dos serviços de emergência, mas também por outros cidadãos que ajudaram as equipas de socorro em manobras de reanimação. 

 

 

Marcelo lamenta tragédia na Coreia

Ao tomar conhecimento da "terrível tragédia ocorrida em Seul", Marcelo Rebelo de Sousa apresentou "as suas sentidas condolências" e "uma palavra de reconforto e solidariedade" às famílias das vítimas, numa mensagem enviada ao Presidente da Coreia, revelou a Presidência da República. Também o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e a embaixadora de Portugal em Seul, Susana Vaz Patto, expressaram o seu pesar pela tragédia desta noite.

Joe Biden, e chefes de Estado e de Governo de diversos países, têm expressado condolências às famílias das vítimas e ao povo sul-coreano.

O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol ordenou a mobilização total de equipas de assistência médica para o local do incidente. De acordo com o gabinete presidencial, foi também dada ordem às autoridades que garantissem camas de emergência nos hospitais próximos e que implementassem operações de resgate e tratamento rápidos.

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