Líder norte-coreano discursou na cerimónia, ao lado do ministro da Defesa russo, Andrei Beloussov, e do presidente da câmara baixa do Parlamento russo, Vyacheslav Volodin.
Balões brancos encheram os céus de Pyongyang enquanto jatos militares sobrevoavam o mais recente memorial da Coreia do Norte, inaugurado no domingo em honra de todos os soldados norte-coreanos que morreram pela Rússia na Ucrânia.
A cerimónia contou com a presença do próprio Kim Jong-un, ao lado de altos responsáveis russos, entre eles o ministro da Defesa Andrei Beloussov e Vyacheslav Volodin, presidente da câmara baixa do parlamento russo.
O momento ficou marcado pela homenagem aos militares mortos, e não só. Na sequência de discursos proferidos pelos responsáveis não faltaram trocas de elogios e garantias de cooperação.
“[A Coreia do Norte] continuará, como sempre, a apoiar plenamente a política da Federação Russa de defender a soberania nacional, a integridade territorial e os interesses de segurança”, declarou Kim, segundo a BBC News, que cita meios de comunicação estatais.
O líder norte-coreano enalteceu o “heroísmo” do seu povo, reforçando que fizeram parte de uma “marcha vitoriosa dos coreanos e dos russos” - forças que estão a travar aquilo que descreve como um “plano hegemónico e aventureirismo militar” liderado pelo Ocidente, de acordo com a Associated Press.
“[A Rússia] conseguirá certamente uma vitória nesta guerra sagrada e justa”, completou Kim Jong-un.
Pela voz de Volodin, através de uma carta escrita a Kim, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o memorial será “sem dúvida, um símbolo claro da amizade e solidariedade” entre as duas potências.
A cooperação entre os dois países volta assim a ganhar força, já depois de, em junho de 2024, ambos os líderes terem assinado um acordo que prevê a entreajuda em caso de “agressão” estrangeira contra a Rússia ou contra a Coreia do Norte.
A abertura do Museu Memorial dos Feitos de Combate em Operações Militares no Estrangeiro coincidiu com aquilo que a Rússia descreveu como o primeiro aniversário da libertação da região de Kursk.
Foi com o objetivo de recuperar partes do oeste desta cidade russa que Kim Jong-un deu ordens a milhares de soldados para que fossem auxiliar as operações russas.
Os dois países não divulgaram números exatos, pelo que não é possível saber com certezas quantos militares norte-coreanos foram destacados para a Rússia, mas os serviços de informação da Coreia do Sul estimam que, só no ano passado, Kim tenha enviado cerca de 15.000 soldados. Desse total, estima-se também que 2.000 tenham sido mortos no conflito.
Ainda segundo o jornal britânico, em troca, acredita-se que a Coreia do Norte possa ter recebido alimentos, pagamentos e apoio técnico de Moscovo.