Kim Jong-un declara vitória da Coreia do Norte sobre a covid-19 meses depois do primeiro caso oficial

10 ago, 23:39
Kim Jong Un visita uma farmácia em Pyongyang

Irmã do líder do país revela que Kim Jong-un sofreu febres altas, acusando ainda os vizinhos do sul de terem provocado o surto que só chegou oficialmente à Coreia do Norte em maio

O líder da Coreia do Norte declarou esta quarta-feira a vitória do país sobre a covid-19, meses depois de ter anunciado um grande surto da doença que afetou o mundo nos últimos dois anos e meio. O anúncio surge após mais de duas semanas sem a confirmação oficial de novos casos (a última vez foi a 29 de julho).

De acordo com a agência KCNA, Kim Jong-un ordenou o levantamento da maioria das medidas anti-epidemia que tinham sido decretadas em maio, altura em que as autoridades começaram a sinalizar vários casos de “estranhas febres”.

Sem divulgar dados sobre o total de infeções registadas, Kim Jong-un disse apenas que a Coreia do Norte teve apenas 74 mortes causadas pela covid-19, algo que classificou como um “milagre sem precedentes” em comparação com outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi registado mais de um milhão de mortes.

Ainda assim, observadores internacionais acreditam que os números oficiais dificilmente cobrem a verdadeira realidade do vírus no país.

Esta declaração de vitória surge apesar de a Coreia do Norte não ter anunciado nenhum tipo de programa de vacinação, sendo que o país defende que se baseou em confinamentos e em tratamentos medicinais desenvolvidos dentro de portas, ao que Kim Jong-un chamou de “vantagem do sistema socialista ao estilo coreano”.

Apesar do levantamento da maioria das restrições, o líder norte-coreano pediu que a população mantenha uma “barreira de ferro” até ao fim da crise global.

Também em declarações à KCNA, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, revelou que o próprio Kim Jong-un teve febres altas, acusando depois os vizinhos da Coreia do Sul de causarem o surto que irrompeu na Coreia do Norte. Esta tem sido a posição oficial da Coreia do Norte, que em julho falou num surto chegado via balões que visavam distribuir panfletos contra Kim Jong-un.

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