Autoridades continuam no local, mas já há indícios que apontam para a impossibilidade de uma falha humana
Os peritos que estão no local do acidente ferroviário que matou pelo menos 40 pessoas em Espanha encontraram uma junta partida na zona dos carris.
De acordo com a agência Reuters, que cita uma fonte envolvida na investigação, os técnicos no local identificaram algum desgaste na junta que está entre as secções dos carris, e que é conhecida como placa de junção.
Isso mesmo aponta, segundo a investigação, para uma falha que já existia há algum tempo, e que poderá estar na origem do acidente que acabou por fazer com que um comboio de alta velocidade descarrilasse, acabando outra composição por lhe bater - ia a passar 20 segundos depois -, já que não teve tempo de se desviar.
O cenário em Adamuz, na província de Córdoba, continua a ser de autêntico caos, com dezenas de pessoas a trabalharem para remover os destroços e para tentar identificar uma causa para o acidente.
A falha encontrada fazia com que houvesse um espaço entre as secções dos carris que se foi abrindo à medida que os comboios iam passando, agravando ainda mais o problema.
De acordo com a fonte da Reuters, os investigadores acreditam que esta peça pode ser fulcral para identificar a causa do acidente que envolveu os dois comboios.
A Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários de Espanha (CIAF) ainda não comentou estas informações, continuando a trabalhar no terreno para perceber todos os pormenores.
Ainda que não tenha avançado quaisquer explicações, o presidente da Renfe, empresa que operava o segundo comboio, admitiu à Cadena Ser que este acidente aconteceu em “condições estranhas”.
“O erro humano está praticamente descartado”, referiu Álvaro Fernández Heredia.
Quanto ao acidente, sabe-se já que grande parte do comboio passou sem problemas pela zona, mas a última das oito composições acabou por descarrilar, arrastando consigo as duas que se lhe seguiam.
A fonte da agência Reuters indica que uma fotografia partilhada pela Guardia Civil mostra essa mesma falha nos Carris. Trata-se de uma zona marcada pela investigação com marcadores de prova.
#AccidenteFerroviario | Colaboración
— Guardia Civil (@guardiacivil) January 19, 2026
⚠️ Cualquier dato puede ser importante para la identificación de las víctimas. Por ello, se recomienda a los familiares que aporten la siguiente documentación:
▶️ Documento de identidad (DNI, pasaporte, NIE, etc).
▶️Fotografías recientes… pic.twitter.com/DILVl7snBE
O acidente fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Pedro Sánchez.