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Rússia a ajudar a Coreia do Norte com um navio militar? Imagens mostram que é possível

CNN , Brad Lendon, Mike Valerio e Yoonjung Seo
9 jun 2025, 14:25
Imagem de satélite que mostra um contratorpedeiro norte-coreano danificado nas instalações de reparação de Rajin (Maxar via CNN Newsource)
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Depois de um grande falhanço do regime de Kim Jong-un, Vladimir Putin parece tentar dar uma mão ao aliado

A Coreia do Norte transferiu um novo navio de guerra danificado num lançamento falhado para um porto perto da fronteira russa, o que, segundo os analistas, poderá indicar um papel de Moscovo na reparação do navio.

Imagens de satélite captadas no domingo pela Maxar Technologies, e que podem ser vistas na fotografia de capa deste artigo, mostram o contratorpedeiro de cinco mil toneladas, ainda sem nome, numa doca seca no porto de Rajin, parte da zona económica especial norte-coreana de Rason, que confina com a curta fronteira com a Rússia.

Embora não seja uma grande instalação de construção naval como o estaleiro da cidade de Chongjin, no nordeste do país, onde ocorreu o acidente de lançamento, Rajin tem instalações para reparações e manutenção modestas, confirma Yu Jihoon, diretor de cooperação externa e investigador associado do Instituto Coreano de Análises de Defesa, sediado na Coreia do Sul.

Além disso, a sua proximidade com a Rússia “faz com que seja um ponto-chave para os esforços da Coreia do Norte no sentido de aprofundar os laços económicos e potencialmente militares com Moscovo”, acrescenta Yu.

Um relatório de 2024 do Instituto de Guerra Moderna de West Point, a Academia Militar dos Estados Unidos, considera a zona económica de Rason “um ponto significativo da cooperação Coreia do Norte-Rússia, recentemente implicada em carregamentos de armas norte-coreanas para a Rússia para utilização na Ucrânia”.

O navio de guerra foi danificado em 21 de maio, quando, durante o seu lançamento, a popa foi para a água, mas a proa ficou presa em terra. O navio virou de lado na manobra falhada.

O líder norte-coreano Kim Jong-un, que assistiu à cerimónia de lançamento, ordenou que o contratorpedeiro fosse reparado até à sessão plenária de finais de junho do Partido dos Trabalhadores, no poder, chamando-lhe uma questão de honra nacional.

Os meios de comunicação social estatais informaram na semana passada que as reparações na doca seca de Rajin demorariam entre sete a 10 dias, cumprindo o calendário de Kim.

O almirante sul-coreano aposentado Kim Duk-ki diz à CNN que o tempo de reparação dependeria dos danos causados ao navio.

Kim admitiu que é possível que o sonar e os localizadores de profundidade do navio, localizados na secção da proa, tenham sido danificados durante o lançamento falhado.

Tais danos exigiriam provavelmente ajuda estrangeira para serem reparados, aponta.

“Acredita-se que a Coreia do Norte não possui tecnologia para sistemas de sonar, por isso é provável que os tenha importado da China ou da Rússia”, diz Kim.

Mas o legislador sul-coreano Yu Yong-weon revela à CNN que as forças armadas do seu país acreditam que a probabilidade de danos no sonar do navio norte-coreano é relativamente baixa.

“Os danos externos do navio não parecem significativos, e a questão principal parece ser a inundação de água no navio de guerra”, foi a avaliação dos militares sul-coreanos, completa Yu.

Os espaços internos do navio, bem como a maquinaria e a eletrónica, terão de ser purgados da água do mar e do sal seco durante o processo de reparação, segundo os analistas.

Yu diz que a assistência russa no processo de reparação é uma possibilidade, mas que seria difícil de verificar se apenas envolveu engenheiros e não a deslocação de grandes peças de equipamento.

A Coreia do Norte terá enviado milhões de munições, incluindo mísseis e foguetes, para a Rússia durante o ano passado, de acordo com a Equipa de Monitorização das Sanções Multilaterais.

Em troca, a Rússia forneceu à Coreia do Norte valiosas tecnologias de armamento, incluindo equipamento de defesa aérea, mísseis antiaéreos e sistemas de guerra eletrónica, bem como petróleo refinado, afirmou o organismo de vigilância no mês passado.

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