Está constipado, com gripe ou com covid-19? Os especialistas explicam como saber a diferença

CNN , Madeline Holcombe
11 jan, 08:42
Doente
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Tem dor de garganta, pingo no nariz e dores musculares? Pode ser uma constipação comum, um caso de gripe... ou covid-19.

Estas doenças partilham sintomas semelhantes, que por vezes tornam difícil distinguir qual delas nos está a deixar doentes.

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O número de casos de covid-19 tem estado a aumentar com a propagação da variante Ómicron, mas os números de internamento hospitalar parecem estar a manter-se relativamente baixos. Para as pessoas vacinadas, os indícios sugerem que a infeção com esta variante parece menos provável de ser grave, segundo disse o epidemiologista e ex-diretor executivo do Departamento de Saúde de Detroit, Abdul El-Sayed.

"O que é importante lembrar é que tomar a vacina é como avisar o sistema imunitário para ‘estar atento’. Assim, a sua capacidade de identificar, atacar e destruir os vírus é muito maior de cada vez que tomamos o reforço da vacina", disse El-Sayed. "Faz sentido que os sintomas que sentimos sejam mais suaves se estivermos vacinados."

No entanto, isso não significa que uma infeção não deva ser levada a sério, acrescentou ele, sobretudo se considerarmos o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde.

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"Mesmo que o risco individual de doença grave seja menor, não quer dizer que a nível de sociedade a Ómicron não apresenta um risco real", disse ele. "Até uma pequena parte de um número relativamente grande pode ser um número relativamente grande."

Muitas infeções por covid-19 podem parecer uma constipação ou uma gripe. A melhor maneira de saber é fazer um teste, disse Sarah Ash Combs, médica no Hospital Pediátrico Nacional.

"A não ser com um teste, diria que é muito complicado distingui-las, neste momento", disse Combs. "Temos de tratar os sintomas de constipação da mesma maneira" que a covid-19.

A que sintomas estar atento

Os sintomas iniciais da constipação, gripe e covid-19 tendem a ser semelhantes, disse El-Sayed.

Tanto a covid-19 como a gripe costumam provocar sintomas como febre, fadiga, dores corporais, garganta inflamada, falta de ar e vómitos ou diarreia, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.

No entanto, a infeção por covid-19 pode ser distinguida pela dor de cabeça e tosse seca que a costumam acompanhar. A perda de paladar e olfato que tem sido o maior sinal de aviso de infeção por covid-19 continua a ser um sintoma possível, porém menos prevalente agora que já se misturou com outras variantes, disse El-Sayed.

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"As pessoas que sentem dores fortes no peito, sobretudo com uma tosse seca que tem piorado, devem procurar cuidados médicos", avisou ele.

O fator mais importante a ter em conta é a exposição.

"Se começa a sentir algum destes sintomas, vale a pena perguntar se alguém com quem teve contacto ficou infetado com covid. Também vale a pena isolar-se e fazer um teste rápido", aconselhou o médico.

Mesmo que ainda não tenha sintomas, pode ser melhor ter cuidado se tiver estado com alguém que tenha testado positivo a covid-19.

"Creio que vale a pena manter um elevado nível de suspeita de que pode ser covid, tendo em conta que a variante Ómicron se espalha como um incêndio florestal", acrescentou El-Sayed.

Quando fazer o teste da covid-19

É habitualmente bom resolver as suspeitas de covid-19 com um teste, mas faz diferença o momento em que o faz.

Se está a sentir sintomas, é o momento de fazer o teste, disse El-Sayed.

Para quem esteve exposto, mas não sente sintomas, é possível que o vírus não se tenha desenvolvido o suficiente para ser detetado pelo teste rápido, explicou ele. Nesses casos, é melhor esperar cinco dias após a exposição antes de fazer o teste e manter-se atento, segundo o CDC.

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"O facto de termos um teste negativo não significa que não é covid", disse El-Sayed. "A melhor abordagem é fazer um teste e repetir após 12 a 24 horas. Com dois testes negativos, há mais certezas de que não está infetado."

Quer seja covid-19 ou uma constipação comum, sempre foi boa ideia isolarmo-nos quando temos uma doença viral, disse ele. Isso tornou-se ainda mais importante com o risco de propagação a aumentar com a covid-19.

O que fazer se o seu filho começar a fungar

Tendo em mente o regresso à escola, os EUA estão num momento em que as pessoas têm de tratar os sintomas de constipação ou gripe como se fosse covid-19, disse Combs.

Quando uma família lhe chega às Urgências com uma criança a fungar e com a garganta inflamada e pergunta o que é, ela é sincera: não pode saber ao certo sem um teste, diz Combs.

As crianças estão a sentir a Ómicron tal como os adultos, no sentido em que os sintomas são muito mais abrangentes e frequentemente mais suaves, como uma constipação, disse ela.

Ao voltarem ao ambiente escolar, os testes vão ser essenciais para evitar surtos, disse Combs.

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"Se pretendemos ter cuidado e evitar que uma criança volte ao ambiente escolar e infete outras pessoas, diria que a única solução é fazer o teste", disse Combs.

A boa notícia é que sabemos gerir infeções quando as crianças voltam à escola, disse Combs. Quando não sabemos se uma criança foi exposta ou se o teste ainda estiver pendente, protocolos como a utilização de máscara, higiene, distanciamento social e redução dos ajuntamentos interiores continuam a ser eficazes para reduzir os contágios, acrescentou a médica.

E devemos saber que os conselhos podem evoluir com o passado do tempo, acautelou El-Sayed.

"Está a mudar rapidamente. Estamos a descobrir muito mais", disse ele. "A Ómicron é uma variante que só conhecemos há um mês."

Veja também o vídeo: estar constipado pode proteger contra a covid-19

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