Em declarações na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que "se pudéssemos [governo] por lei resolver todos os problemas da Saúde, já o teríamos feito"
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou esta sexta-feira que o plano de emergência para a saúde, apresentado há um ano, está a ter resultados, referindo que há menos urgências fechadas do que há um ano.
“Há menos urgências fechadas e mais urgências abertas” e no caso da Península de Setúbal, em obstetrícia, “até ao momento, neste mês de julho não houve nenhum encerramento”, afirmou o governante, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.
A partir de setembro, o Governo espera que as urgências, a partir do hospital Garcia da Orta, estejam abertas “em permanência todos os dias do ano, 24 horas por dia”.
“A ministra da saúde e o Governo todos os dias tratam como uma das prioridades” do Governo: a “salvação do SNS, que encontrámos há pouco mais de um ano numa situação muito difícil”, disse Leitão Amaro.
Quando a AD tomou posse no Governo anterior, “apresentámos um plano com medidas de emergência e medidas de transformação que estão a ser implementadas e que estão a ter resultados”, disse o ministro, referindo que há “mais 140 mil com médico de família” e “menos tempo de espera nas urgências”.
Contudo, advertiu, que o caminho é difícil. “Se por lei pudéssemos resolver todos os problemas da saúde já o teríamos feito”, mas “tal não é possível”.
Desde sexta, duas novas ambulâncias reforçam a resposta das urgências obstétricas na margem sul do Tejo, com o objetivo de garantir condições de segurança e rapidez na assistência às grávidas durante o verão.
O reforço de meios foi anunciado na quinta-feira pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), na sequência da reunião que decorreu com a ministra da Saúde na segunda-feira.
Segundo a LBP, estas duas novas ambulâncias, que serão operadas por bombeiros das corporações da região, vão permitir minimizar eventuais impactos relacionados com a mobilidade das utentes.
Estes meios de socorro, que devem funcionar até 30 de setembro, vão ficar concentrados nos hospitais com urgências obstétricas encerradas na margem sul, que funcionam em regime de rotatividade entre os hospitais de Almada, Barreiro e Setúbal.
Recentemente, a ministra da Saúde anunciou que o Hospital Garcia de Orta, em Almada, vai ter a urgência de obstetrícia aberta 24 horas por dia a partir de setembro, com o reforço de médicos que estavam no privado e que vão passar a integrar o Serviço Nacional de Saúde.
Segundo os dados do portal da transparência do Serviço Nacional Saúde (SNS), consultados esta sexta-feira pela Lusa, em junho de 2024 existiam 1.604.957 pessoas sem médico de família, número que subiu para os 1.669.695 em junho deste ano, mais 64.738 utentes.