CDS-PP: Comissão Política de Nuno Melo eleita com 75% dos votos

Agência Lusa , BC
3 abr, 14:36
Congresso CDS-PP (Fotos Lusa/JOSÉ COELHO)

A lista do novo líder recebeu 858 votos, o que corresponde a 74,93%, e 287 votos em branco, de um total de 1.145 votantes

Nuno Melo foi este domingo eleito presidente do CDS-PP, depois de a sua Comissão Política Nacional obter 74,93% dos votos dos delegados ao 29.º congresso nacional do partido, que termina hoje em Guimarães (distrito de Braga).

Os resultados foram anunciados pelo presidente da Mesa do Congresso, Martim Borges de Freitas, na abertura da sessão de encerramento. O anúncio foi feito pelas 14:15, depois de os delegados terem votado para eleger os novos órgãos durante a manhã.

A lista do novo líder recebeu 858 votos, o que corresponde a 74,93%, e 287 votos em branco, de um total de 1.145 votantes.

Pouco antes do encerramento das urnas, elementos da Juventude Popular distribuíram pelos lugares bandeiras do partido e daquela estrutura que represta os jovens do CDS-PP.

À medida que se aproximava a hora do anúncio dos resultados, os delegados foram entrando e tomando os seus lugares, mas tiveram de aguardar, dado que a sessão de encerramento estava prevista para as 12:30 mas começou com uma hora e meia de atraso.

O novo líder, Nuno Melo, entrou na sala às 14:00, tendo sido aplaudido de pé pelos congressistas.

Minutos depois, o presidente do congresso pediu desculpa pelo "ligeiro atraso", justificando que se deveu à contagem dos votos.

Martim Borges de Freitas cumprimentou um a um os representantes dos partidos, do Governo e entidades presentes. No caso da embaixadora da Ucrânia em Lisboa, foi aplaudida de pé pelos congressistas.

Lista da direção consegue dois terços dos lugares no Conselho Nacional

A lista da direção do CDS-PP ao Conselho Nacional conseguiu cerca de dois terços dos votos, e 47 mandatos, enquanto a lista dos subscritores das moções derrotadas no 29.º Congresso Nacional obteve 31,5% e 23 mandatos.

Há dois anos, no último Congresso, o Conselho Nacional - considerado o parlamento do partido - ficou mais dividido, com a direção de Francisco Rodrigues dos Santos a obter 51,9% (678 votos) e a de João Almeida, o candidato derrotado, 581 (44,5%) e 45 brancos.

A lista da direção ao Conselho Nacional é agora encabeçada pelo antigo líder parlamentar Nuno Magalhães e tem como segundo nome o antigo dirigente João Rebelo, enquanto a lista opositora é liderada pelo anterior Fernando Barbosa, integrando ainda o agora ex-vice-presidente Miguel Barbosa, o ex-secretário-geral adjunto João Pinto de Campelos, e as dirigentes cessantes Filipa Correia Pinto e Margarida Bentes Penedo.

Dos subscritores das moções apresentadas ao congresso que foram retiradas ou saíram derrotadas, integram ainda a lista B ao Conselho Nacional, órgão máximo entre congressos, Miguel Mattos Chaves e Bruno Filipe Costa, José Seabra Duque, Fernando Camelo Almeida (líder da distrital de Aveiro e primeiro subscritor da moção apoiada por 11 presidentes distritais afetos à direção cessante) ou Mário Cunha Reis (porta-voz da Tendência Esperança em Movimento).

Ao Conselho Nacional de Jurisdição, concorreram igualmente duas listas: a da direção, presidida por António José Baptista, teve 752 votos (65,79%), obtendo cinco mandatos, enquanto a lista B, com Rui Miguel Gama Pedrosa de Moura à cabeça, conseguiu 335 votos e dois mandatos (29,31%).

Para o Conselho Nacional de Fiscalização, a lista A, encabeçada pelo antigo líder da JP Pedro Moutinho conseguiu 65,19% (749 votos) e cinco mandatos, enquanto a lista B, liderada por Pedro Alexandre Teixeira Luís, teve 30,11% (346 votos) e dois mandatos.

À Mesa do Conselho Nacional foi apresentada apenas uma lista, afeta à direção, presidida pelo antigo ministro Pedro Mota Soares e com o antigo chefe de gabinete de Paulo Portas, José Bourbon Ribeiro, como ‘vice’, que teve 70,66% dos votos (809 votos).

À Mesa do Congresso concorreu também apenas uma lista, presidida por José Manuel Rodrigues, e que conseguiu 71,68% de votos favoráveis (820 votos).

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