Congresso em Macau reúne mais de mil participantes. TAP e novo aeroporto em Lisboa foram os temas fortes da abertura
O líder da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) apelou ao presidente executivo da TAP que leve a companhia aérea “a bom porto”, “preparando-a para uma privatização com êxito”.
Declarações de Pedro Costa Ferreira em Macau, na sessão de abertura do congresso do setor, que reúne mais de mil participantes, tendo como mote “Olhar o Futuro”. Na primeira fila da plateia estava o presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues.
No discurso, o porta-voz do setor aproveitou para criticar a “revoltante situação” que resulta de o facto de a TAP não aceitar cartões de crédito de agências de viagens, “dividindo assim o mundo entre pessoas normais e agências de viagens”.
Houve também oportunidade para queixas sobre os atrasos para a construção do novo aeroporto de Lisboa. “Fomos ver o Governo de então, com uma procissão de autarcas atrás, a carregar num andor a primeira pedra do aeroporto do Montijo. Estávamos todos de acordo…só não conseguimos realizar o que quer que fosse”, atirou.
Um setor “mais competitivo do que a economia nacional”
Pedro Costa Ferreira vincou que o setor da distribuição turística representou 7,7 mil milhões de euros em 2024, “o equivalente a 3% do PIB nacional”, o que significa “mais de sete vezes as exportações de vinho” ou “cerca de 23 vezes o Valor Acrescentado Bruto da Autoeuropa”.
"Não é por acaso que o turismo português é mais competitivo do que a economia nacional. Temos trabalhado mais, temos inovado mais, temos competido com os melhores do mundo”, argumentou.
E daí as críticas aos governantes pelo “embuste” que representam as taxas turísticas, que representam “um ataque de políticos fracos a mercados fortes”.
*o jornalista viajou para Macau a convite da APAVT