Homenagem pública ao antigo líder supremo iraniano Ali Khamenei arrancou este sábado em Teerão
O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, terá sido impedido pelas autoridades de segurança iranianas de marcar presença no funeral do pai, Ali Khamenei, devido ao receio de que Israel pudesse tentar assassiná-lo ou localizar o seu esconderijo.
Segundo o The New York Times, Mojtaba Khamenei pretendia deslocar-se a Mashhad para participar nas cerimónias fúnebres do pai, morto durante a ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão no final de fevereiro, e realizar os rituais de sepultamento. No entanto, responsáveis ligados à segurança e à Guarda Revolucionária terão recusado o pedido, por considerarem que a sua presença pública representaria um risco elevado.
O atual líder supremo não é visto em público desde que ficou ferido nos primeiros ataques da campanha militar. Na mesma ofensiva morreram o seu pai, a sua mulher e um dos seus filhos. Também esteve ausente de uma cerimónia de homenagem à esposa, realizada esta semana em Teerão, o que alimentou especulações sobre o seu estado de saúde e a sua capacidade para governar.
De acordo com o The New York Times, a ausência prolongada de Mojtaba Khamenei está a provocar inquietação entre responsáveis iranianos e a aprofundar a disputa política entre as diferentes facções conservadoras do regime.
Enquanto uma ala mais pragmática, que inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, defende o diálogo com os Estados Unidos para aliviar a crise económica, os setores mais radicais exigem que Khamenei apareça publicamente ou divulgue uma mensagem em áudio antes de aceitarem qualquer negociação.
Segundo a mesma publicação, alguns elementos da ala ultraconservadora chegaram mesmo a defender que os negociadores iranianos fossem julgados e condenados à morte por aceitarem conversações com Washington.
