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“Na Igreja não há dossiês fechados", diz o bispo de Coimbra, novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

Agência Lusa , MJC
14 abr, 17:26
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas (ao centro), o vice-presidente da CEP, Virgilio Antunes (à esquerda), e o secretário da CEP, Manuel Barbosa (ao centro)
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O bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, de 64 anos, foi eleito esta terça-feira presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

O novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou que terá uma linha de continuidade em relação à direção cessante, mantendo a atenção da Igreja às “questões fraturantes dentro da sociedade portuguesa”. Numa mensagem distribuída pela CEP, Virgílio Antunes elogiou a direção cessante, em que foi vice-presidente, considerando que “não pode haver uma Conferência Episcopal ou uma Igreja em Portugal e no mundo que esteja alheia às questões da própria igreja e da sociedade”.

A direção anterior, liderada por José Ornelas, “fez um trabalho que eu considero muito meritório, porque procurou desenvolver essa harmonia e entre os bispos e dentro da Igreja em Portugal” e dar atenção a “dossiês importantes”, como a evangelização, coesão, liturgia e a “questão dos abusos sexuais e proteção de menores”.

“Há um conjunto de dossiês do nosso tempo” que são “questões fraturantes dentro da sociedade portuguesa” e “questões da sociedade atual como são as guerras ou os problemas que existem em tantas áreas”, afirmou o também bispo de Coimbra. “Os meus amigos e irmãos bispos decidiram por meio da votação prevista para esta manhã eleger-me como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa” e este é “um cargo que se assume, dentro da Igreja na continuidade que é o nosso serviço”.

“Na Igreja não há dossiês fechados e alguns deles têm a premência da continuidade e do aprofundamento”, afirmou o prelado, recordando que caberá aos bispos “definir os caminhos a percorrer” perante os desafios da sociedade. “Estamos cá todos unidos para isso”, no seguimento da própria ação do Papa Leão XIV, que “já nos deu o testemunho de presença, da necessidade de declarações, conhecimento da realidade e uma voz carregada de energia do evangelho”.

Virgílio Antunes saudou também os “irmãos católicos portugueses, mas de uma forma muito geral a toda a sociedade portuguesa, dizendo que a conferência episcopal vai continuar determinada a levar por diante os seus objetivos de uma forma atenta, livre e aberta à colaboração e perspetiva de todos, umas vezes mais favoráveis e outras vezes menos favoráveis”.

Virgílio Antunes terá como número dois o arcebispo de Braga. José Manuel Cordeiro. Como vogais do Conselho Permanente, a Assembleia elegeu António Azevedo (Vila Real), António Moiteiro Ramos (Aveiro), Armando Esteves Domingues (Angra) e José Traquina (Santarém), num órgão que integra também o patriarca de Lisboa, Rui Valério, por inerência.

O bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, de 64 anos, aé aqui vice-presidente da conferência, foi eleito esta terça-feira presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), cargo que irá exercer funções entre 2026 e 2029.

O bispo Virgílio Antunes nasceu em São Mamede, na Batalha, e foi ordenado sacerdote em 1985. O seu percurso ficou marcado pela passagem no Seminário Diocesano de Leiria, onde foi formador e reitor, e no Santuário de Fátima, onde foi docente na área bíblica e reitor entre 2008 e 2011. Em abril de 2011 foi nomeado bispo de Coimbra pelo Papa Bento XVI e em julho desse ano recebeu a ordenação episcopal, tendo entrado na diocese a 10 de julho.

Na Assembleia Plenária que decorreu hoje, os bispos portugueses escolheram ainda o arcebispo de Braga, José Manuel Cordeiro, para vice-presidente da CEP e, para vogais do conselho permanente, o bispo de Vila Real, António Azevedo; o bispo de Aveiro, António Moiteiro Ramos; o bispo de Angra, Armando Esteves Domingues e o bispo de Santarém, José Traquina.

“O Conselho integra ainda D. Rui Manuel Sousa Valério, uma vez que o Patriarca de Lisboa é membro nato”, referiu a CEP na nota enviada sobre a eleição, acrescentando que o secretário da CEP, os presidentes das comissões episcopais e os delegados serão divulgados posteriormente.

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