A investigação terminou quando vestígios do ADN de Lewis foram encontrados nos restos de um cordeiro
Um homem de 48 anos, obcecado por vampiros e cemitérios e convencido de que beber sangue lhe permitiria viver para sempre, foi internado numa unidade hospitalar depois de ter sido apanhado a abandonar cadáveres de animais à porta de igrejas na floresta de New Forest, no sul de Inglaterra.
Benjamin Lewis roubava cordeiros a agricultores, abatendo-os antes de deixar os corpos de ovelhas e veados junto e até no interior de igrejas, causando medo entre os paroquianos e indignação entre os proprietários dos animais. Para conseguir detê-lo, a polícia chegou a montar vigilâncias em igrejas durante datas consideradas importantes no calendário satânico.
A investigação terminou quando vestígios do ADN de Lewis foram encontrados nos restos de um cordeiro. O suspeito confessou ter cometido atos de assédio agravado por motivos religiosos e o roubo dos animais.
Segundo conta o The Guardian, durante uma anterior comparência em tribunal, respondeu "Conde Drácula" quando lhe perguntaram a identidade. O juiz William Mousley KC determinou que permanecerá internado para tratamento psiquiátrico até que um tribunal de saúde mental ou o secretário da Justiça considere seguro libertá-lo.
Já a partir do hospital, Lewis pediu desculpa às vítimas e afirmou não guardar ressentimento em relação aos agentes que o detiveram.
Segundo Jessica Surman, da polícia de Hampshire, este foi o caso mais invulgar em que trabalhou. A agente explicou que Lewis acreditava que beber sangue prolongaria a vida e que, consumindo-o em quantidade suficiente, não morreria nem iria para o inferno, transformando-se num vampiro. Nas buscas à habitação foram encontrados desenhos de vampiros, apontamentos sobre rituais e referências à sucção de sangue.
Os atos deixaram marcas profundas na comunidade. Houve quem deixasse de frequentar a igreja por medo, incluindo uma mulher que evitava visitar o túmulo do filho. Agricultores relataram receio de caminhar sozinhos durante a noite e descreveram o sofrimento dos animais roubados e mortos.
Um psiquiatra ouvido em tribunal revelou ainda que Lewis apresenta "problemas complexos de saúde mental", recordando que já aos 13 anos deixara uma rã morta sobre uma cruz numa igreja e alertando para o risco de poder vir a fazer mal também a pessoas. Não era, aliás, a primeira vez que enfrentava a justiça: em 2003 foi condenado por aterrorizar um pároco e a respetiva família, alegando igualmente ser um vampiro.
