Conclusões da investigação ao curso de Comandos enviadas ao Ministério Público

Agência Lusa , CE
9 nov, 17:45
Helena Carreiras (Lusa/António Cotrim)

O 138.º curso de Comandos continua suspenso

A ministra da Defesa Nacional revelou esta quarta-feira que as conclusões do processo de averiguações e inspeção técnica ao 138.º curso de Comandos, na sequência de hospitalizações de militares, foram enviadas ao Ministério Público, onde decorre um inquérito.

“Recentemente, o Exército informou-me que estavam concluídos o processo de averiguações e a inspeção técnica extraordinária ao curso e que os resultados desses processos foram enviados ao Ministério Público onde, como se sabe, decorre um inquérito. Vamos, portanto, aguardar o resultado desse inquérito do Ministério Público para, enfim, tomar as medidas que possam considerar se necessárias decorrendo das conclusões do inquérito”, respondeu a ministra.

Helena Carreiras falava aos jornalistas à margem da cerimónia da abertura do ano letivo 2022/2023 da Academia Militar, no concelho da Amadora, em Lisboa.

A governante afirmou que o envio ao Ministério Público foi feito pelo Exército e que o curso em causa continua suspenso.

“O Exército informará quando houver condições para retomar o curso”, acrescentou.

No passado dia 8 de outubro o Exército informou que um militar do 138.º curso de comandos que foi sujeito a um transplante hepático teve alta do Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Em 10 de setembro, o Estado-Maior do Exército ordenou a interrupção do 138.º Curso de Comandos até ao apuramento do processo de averiguações àquela formação.

Na altura, o Exército indicou um total de seis intervenções em estabelecimento hospitalar no âmbito do 138.º curso: ao militar que foi transplantado, a um segundo militar que sofreu uma interrupção respiratória e que teve alta nos dias seguintes, e ainda a quatro militares no Hospital das Forças Armadas, no polo de Lisboa, “decorrente da revista de saúde feita a todos os instruendos, em 08 de setembro”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou o militar hospitalizado e que foi sujeito a um transplante hepático, afirmou em 11 de setembro que este caso parecia ser "uma situação muito diferente" da ocorrida há seis anos, quando morreram dois jovens num exercício.

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