Turismo do Norte quer mais dinheiro para compensar desinteresse da TAP no Porto

Agência Lusa , BCE
14 jan, 23:29
Avião da TAP
Avião da TAP

Luís Pedro Martins diz que a região depende muito dos mercados internacionais e que a transportadora portuguesa, que considera estar vocacionada para servir Lisboa, representa apenas 10% das operações no aeroporto Francisco Sá Carneiro

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O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal pediu esta sexta-feira ao Governo para aumentar o envelope financeiro do contrato-programa, compensando assim o facto da companhia aérea TAP apenas realizar 10% das operações no Porto.

“É preciso aceitar que a TAP está para servir o Aeroporto de Lisboa e está também para fazer a sua aposta no ‘hub’ em Lisboa. Nada contra. Agora, já que todos andamos a pagar esse serviço e não estamos a ter o serviço, então convém que seja disponibilizado às regiões um envelope financeiro que nos permita dialogar com outras companhias que se encontram mercado e que encontram oportunidade”, aponta Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), referindo que se a TAP apenas regista 10% das operações no aeroporto Sá Carneiro, então tem de haver mais verbas para desenvolver promoção junto de outras companhias aéreas.

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À margem da inauguração de uma tela promocional da região do Douro no exterior da loja do Turismo do Porto e Norte na zona de chegadas do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para assinalar os 20 anos da elevação daquela região vinhateira a Património Mundial da Humanidade da Unesco, Luís Pedro Martins assume que é preciso aceitar que a TAP está vocacionada para servir Lisboa.

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A “questão é que em vez de termos um [euro], podemos ter mil [euros] para poder desenvolver esse trabalho”, diz, defendendo que existam “ferramentas” para que o Turismo do Porto e Norte de Portugal possa trabalhar e ajudar a “questão da conectividade aérea da região”, porque a região depende muito dos mercados internacionais.

No contrato de programa da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e do Turismo de Portugal existe uma verba para o apoio a companhias aéreas inscrito no programa VIP.

O programa VIP visa o apoio à promoção a novas rotas, nomeadamente desenvolvendo ações de promoção com companhias aéreas, operadores turísticos e OTAS (Online Travels Agencies).

TAP é a quarta companhia a operar no Porto

Questionado se é um adeus à TAP e “bonjour” a outras companhias aéreas, Luís Pedro Martins, garante que esse “bonjour já está a ser feito”, na medida em que a “TAP é a quarta companhia a operar para o aeroporto Francisco Sá Carneiro, já ultrapassada por companhias como a Ryanair, a Easyjet e a Transavia”. “Se a TAP representa 10% desta operação neste aeroporto [de Sá Caneiro], então alguém representa 90% da operação. Vamos falar com quem representa 90% da operação no Aeroporto Sá Carneiro.”

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Luís Pedro Martins reitera o que tem vindo a dizer sobre a operação da TAP no aeroporto Sá Carneiro, no Porto, ou seja, que não tem nada contra a TAP apostar no ‘hub’ e no aeroporto de Lisboa, porque “Portugal necessita de um ‘hub’ em Lisboa e de uma companhia que permita essa ligação a mercados tão importantes como a América do Norte, América Latina e África”, mas também defende que há “soluções rápidas” que têm de ser realizadas.

O dinheiro pode vir do IVA turístico, sugere o presidente da TPNP.

“Acho que era simpático, já que é o turismo que permite que essa receita entre nos cofres do Estado, para depois poder ser aplicado no turismo, para que o próprio turismo o aplique para trazer mais receitas”, explica, considerando que a “solução não é difícil”.

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