“Espero que Ministério Público avance com um inquérito”. Fernando Negrão sobre o caso que envolve o presidente do Novo Banco e o ex-presidente do Benfica

7 jan, 18:58

Documentos da Operação Cartão Vermelho levaram investigadores a concluir que António Ramalho tentou preparar funcionários da instituição e o devedor Luís Filipe Vieira para as audições parlamentares. Social-democrata que presidia à Comissão de Inquérito às perdas do banco pede uma investigação

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O deputado Fernando Negrão, que exerceu o cargo de presidente da Comissão de Inquérito às perdas registadas pelo Novo Banco, quer uma investigação às alegadas instrumentalizações feitas por António Ramalho, CEO do Novo Banco, a testemunhas que foram ouvidas pelos deputados.

Em causa estão documentos e escutas que constam da Operação Cartão Vermelho, reveladas pela CNN/TVI que levaram os investigadores a concluir que António Ramalho tentou preparar funcionários da instituição de um dos grandes devedores, no caso Luís Filipe Vieira, para as audições nessa comissão de inquérito.

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“Espero que, se existirem indícios, que parece que há, o Ministério Público avance com um inquérito a isto”, pede Fernando Negrão, notando que podem estar em causa crimes como a obstrução da Justiça.

A investigação no âmbito daquela operação, e através de várias escutas realizadas, concluiu que o presidente executivo do Novo Banco instrumentalizou parte das audições daquela comissão parlamentar sobre as perdas que obrigaram o Estado a injetar milhões de euros no banco.

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O deputado garante que por causa deste processo há até hipótese de se reabrir a Comissão de Inquérito que, entretanto, foi extinta, tendo em conta a existência “de fatos novos que alterem a situação”. “Na minha opinião, caso na Justiça se venha a provar que a eventual manipulação de testemunhas da parte de António Ramalho teve um efeito contrário aqueles que foram dados como certos, aí podia ser reaberta a comissão”.

Já se a Comissão Parlamentar de Inquérito não tivesse sido extinta, o deputado garante que podia enviar certidão para o Ministério Púbico, caso se verificasse que podia existir manipulação e declarações falsas. “Eu mandava logo tirar certidão e mandava para Ministério Público”.

 Seja como for, Fernando Negrão considera a situação “inaceitável”.

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