A "estranheza" do aumento do salário mínimo e o boicote de Jerónimo no Crossfire entre Ana Pedrosa-Augusto e Bernardino Soares

CNN Portugal , HCL
4 jan, 00:21

Comentadores marcaram presença na antena da CNN Portugal na noite desta quarta-feira

No Crossfire desta segunda-feira, Ana Pedrosa-Augusto e Bernardino Soares debateram sobre os objetivos apresentados no plano de prioridades de António Costa para as próximas eleições legislativas.

Bernardino Soares assume que sentiu estranheza por o PS dedicar tanta atenção ao aumento do salário mínimo para 900 euros até 2026, já que é “um partido que nunca se aplicou em aumentos gerais do salário” 

Acho um pouco estranho um partido que nunca se aplicou em aumentos gerais do salário minimo dizer que só com a sua maioria absoluta é que o salário mínimo se vai concretizar”, afirma, apontando que o aumento “baixou de ritmo”

Soares diz também que o plano de prioridades do PS é idêntico ao programa do PRR relativamente à concretização de obras em lares e centros de saúde, mas realça “três grandes áreas de medidas”: “A cultura, a atualização e o aumento das reformas e a legislação laboral”.

Já Ana Pedrosa-Augusto denotou que o discurso do PS de “querer fazer crescer o salário mínimo” não é exequível se for apenas feito no papel, realçando que o “salário mínimo cresce quando a economia cresce naturalmente”.

A comentadora criticou ainda o facto da conversa sobre a subida do salário mínimo acontecer ao mesmo tempo que se discute a diminuição da semana de trabalho.

“Vamos fixar o salário mínimo ao mesmo tempo que discutimos uma semana de 4 dias de trabalho? Onde é que está o resultado das 35 horas?”, questiona Ana Pedrosa-Augusto.

Pegando nesta pergunta, Bernardino Soares diz que “a questão das 35 horas” não está relacionada, já que os “médicos que passaram a ter um horário de 35 horas não deixaram de trabalhar mais, porque não foram contratados mais profissionais”.

Sobre este tema, Bernardino Soares e Ana Pedrosa-Augusto concordam que “é necessário valorizar as carreiras no Sistema Nacional de Saúde”.

No programa Crossfire, Ana Pedrosa-Augusto lamentou ainda que o debate entre Jerónimo de Sousa e António Costa não se tenha concretizado esta terça-feira, porque o líder comunista lançou um boicote aos debates que são transmitidos apenas por canais fechados, referindo que era um debate do qual outros partidos poderiam ter beneficiado.

Em contraponto, Bernardino Soares fala num “princípio de discriminação”. “Há uns candidatos que são de primeira e outros que são de segunda”.

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