Colocações: veja aqui se entrou no Ensino Superior
Quase 50 mil estudantes colocados na 1.ª fase do acesso ao ensino superior. São mais 6.092 candidatos do que no ano passado. Ministério da Educação fala no "maior número de colocados da última década"
Já são conhecidas as colocações da 1.ª fase de acesso ao Ensino Superior. Os cursos de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Porto e da Universidade do Minho lideram o pódio com as médias de acesso mais altas - 195,0 e 189,8, respetivamente.
Em terceiro lugar, surge o curso de Medicina da Universidade do Porto, com uma média de acesso de 186,7, seguido de Engenharia e Gestão Industrial (186,5), novamente na Universidade do Porto.
O curso com a nota mais alta em Lisboa é Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico, com uma média de 186,0, a quinta melhor em todo o país.
Com base na informação divulgada esta sexta-feira pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), a cidade do Porto ganha destaque entre os cinco cursos com médias mais elevadas. A capital, por outro lado, consegue assegurar apenas uma posição nos dez melhores.
Por outro lado, é em Viseu que está a nota de acesso mais baixa. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, no Instituto Politécnico de Viseu, o último colocado entrou no curso de Gestão e Informática com uma média de 97,0 valores.
Seguem-se os cursos de Biologia, na Universidade dos Açores, e Turismo, no Instituto Politécnico de Beja, ambos com uma média de acesso de 98,0. Ainda abaixo da nota positiva estão as licenciaturas de Engenharia de Sistemas de Computadores no Instituto Politécnico de Lisboa e Educação Ambiental e Turismo de Natureza no Instituto Politécnico de Santarém com a nota mais alta a ser 99,0. Estes são os únicos cursos no país onde o último colocado entrou com uma média negativa.
De todos os cursos a nível nacional, o de Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, era o que oferecia o maior número de vagas. De 445 lugares disponíveis, ficaram zero por preencher, pelo que não há possibilidade de concorrer a esta licenciatura na 2.ª fase.
O mesmo se aplica ao curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que disponibilizava 350 vagas - todas elas ocupadas. Era a segunda licenciatura com maior oferta. A fechar este pódio está novamente Coimbra, com o curso de Enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem, com 311 lugares ocupados.
Em Lisboa, há uma universidade a que já não vale a pena concorrer. O ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas tem zero sobras para a próxima fase em todos os cursos.
Por sua vez, o Instituto Politécnico de Bragança é o que tem mais lugares vazios: há ainda 73 vagas por preencher no curso de Engenharia Informática. O mesmo curso, desta vez no Instituto Politécnico de Castelo Branco, regista 71 vagas para a 2.ª fase.
Olhando apenas para as universidades do Porto, Coimbra e Lisboa, a do Porto é a que possui uma taxa de ocupação mais elevada (98,96%), sendo que de um total de 5.111 vagas, sobram apenas 53 para a 2.ª fase. Segue-se Lisboa, com 98,10% da sua lotação ocupada, que ainda tem disponíveis 148 vagas. A Universidade de Coimbra tem 97,56% dos seus cursos preenchidos e ainda tem ao dispor 96 lugares.
Nesta primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, registaram-se 60.513 candidaturas, um aumento de 21,8% em relação ao ano passado e o número mais elevado em três décadas, quando excluídos os anos da pandemia de covid-19.
O número de alunos colocados voltou a aproximar-se dos valores de 2024, ano em que entraram 49.963 novos estudantes. O Ensino Superior conta este ano com 49.991 novos nomes, depois de, em 2025, terem sido admitidos 43.899 novos estudantes. Trata-se de um aumento de 13,9%, o equivalente a mais 6.092 alunos do que no ano anterior.
Dos candidatos à primeira fase do concurso, “82,6% foram já colocados”, salienta o Ministério da Educação, acrescentando que “84,5% dos estudantes agora admitidos foram colocados numa das suas três primeiras opções”. O MECI adianta ainda que “53,6%” dos alunos que foram a concurso foram colocados na sua primeira opção de candidatura.
Num total de 56.228 vagas inicialmente disponíveis, 6.639 continuam por ocupar na 2.ª fase, representando uma diminuição de 42,3% em relação à mesma fase do concurso de 2025.
O aumento de colocados foi transversal aos dois subsistemas: no ensino superior universitário foram colocados 30.680 estudantes, mais 2.294 (8,1%) do que em 2025, e no ensino superior politécnico 19.311 estudantes, mais 3.798 (24,5%).
O período de candidaturas à 2.ª fase do concurso começa esta segunda-feira e prolonga-se até dia 20 de setembro.
