Lucro da Cofina cresce 67,1% no 1.º semestre para 3,3 milhões de euros

Agência Lusa , CF
28 jul, 18:15
Em 2021, a remuneração bruta mensal média aumentou 3,4% para 1.362 euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento de 20% pedido pelo governo elevaria o salário médio mensal bruto para 1.633 euros em 2026 (Pixabay)

As receitas de publicidade subiram 22,3% para 13,5 milhões de euros e as de circulação recuaram 7,5% para 14,7 milhões

O lucro da Cofina cresceu 67,1% no primeiro semestre, face a igual período de 2021, para 3,3 milhões de euros, divulgou esta quinta-feira a dona do Correio da Manhã e do Jornal de Negócios, entre outros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cofina refere que o "forte crescimento registado nas receitas de publicidade, superior em 22% face ao mesmo período de 2021, com destaque para o crescimento de 40,7% na CMTV, conduziram a Cofina a um incremento de receitas de 5,9% nos primeiros seis meses deste ano para 37,6 milhões de euros".

As receitas de publicidade subiram 22,3% para 13,5 milhões de euros e as de circulação recuaram 7,5% para 14,7 milhões.

No final de junho, "a dívida líquida nominal da Cofina era de 31,6 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de aproximadamente 6,5 milhões de euros relativamente à dívida líquida nominal registada a 30 de junho de 2021, e uma redução de 2,3 milhões de euros face à dívida nominal líquida registada no fecho do ano de 2021".

As receitas totais da CMTV atingiram os 9,7 milhões de euros, "o que corresponde a um aumento de 19,7% face ao período homólogo de 2021". Já as receitas de publicidade de televisão "cresceram 40,7% e atingiram 5,6 milhões de euros".

As receitas provenientes de 'fees' de presença e outros atingiram 4,1 milhões de euros.

Custos operacionais aumentam devido à guerra e ao aumento generalizado de preços

"Os custos operacionais registaram um aumento de 7,1% atingindo 31 milhões de euros. Este aumento de custos reflete o investimento realizado na cobertura da guerra na Ucrânia, mas também a inflação generalizada de preços, nomeadamente no custo do papel, eletricidade e combustíveis, este último tem provocado um acréscimo dos custos de distribuição", explica a Cofina, no comunicado.

Em igual período, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu os 6,6 milhões de euros, uma progressão de 0,3% em termos homólogos.

O EBITDA da televisão foi de 2,7 milhões de euros, mais 37,3% face a igual período de 2021.

"Durante o primeiro semestre de 2022, o canal CMTV reforçou o seu peso enquanto quarto maior canal generalista, com o 'share' de 4,4%, só ultrapassado por três canais generalistas presentes" em sinal aberto, adianta, enquanto no cabo "é líder destacado, com um 'share' de cerca de 8,4%".

Na imprensa, que inclui os jornais diários Correio da Manhã, Record e Jornal de Negócios, as revistas Sábado e TV Guias e os respetivos 'sites', bem como a área de Boost (eventos, activation e publishing), as receitas totais "atingiram cerca de 27,9 milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 1,8% face ao período homólogo".

As receitas associadas à circulação caíram 1,2 milhões de euros (para 14,7 milhões) e as provenientes de publicidade e associadas aos produtos de marketing alternativo e outros registaram aumentaram 12% e 18,7%, para 7,9 milhões de euros e 5,2 milhões de euros, respetivamente.

Os custos operacionais totalizaram 24 milhões de euros, "registando um aumento de 5,3%, explicado sobretudo pelo aumento de preços não previsto, nomeadamente no papel, eletricidade e combustíveis, que impactam negativamente os custos de produção e distribuição", adianta a Cofina.

O EBITDA do segmento imprensa somou 3,9 milhões de euros, "uma redução face aos 4,6 milhões verificado um ano antes".

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