Uma viagem pela História da Feira Nacional de Agricultura

conteúdo patrocinado
29 mai, 10:54
CNEMA

Rodeada de lezírias a perder de vista, cenários tipicamente ribatejanos e sem igual no mundo, a Feira Nacional de Agricultura (FNA), em Santarém, mostra o melhor do setor agrícola, desde o gado à maquinaria, passando pelas tradições e costumes do mundo rural, há já 60 anos. A FNA 2024, que se realiza de 8 a 16 de junho, será por isso uma edição histórica, até porque além desse aniversário celebram-se ainda os 30 anos do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA) e os 70 anos da Feira do Ribatejo.

Foi no ano de 1954 que se realizou a primeira Feira do Ribatejo, em Santarém, por iniciativa do município. Na altura, o evento era eminentemente regional e participavam apenas os municípios do distrito. O programa incluía exposições de maquinaria e gado, momentos de animação como touradas, largadas de touros, corridas de cavalos e danças de folclore. Em menos de dez anos, o interesse na feira cresceu e passou a concentrar todo o setor agrícola do país. Ganhou escala nacional e, em 1964, além de Feira do Ribatejo, acumulou o título de Feira Nacional de Agricultura.

Nos primeiros tempos, o certame realizava-se em plena cidade de Santarém, no Campo Emílio Infante da Câmara, um terreno doado ao município pela família Infante da Câmara, perto da Praça de Touros. Porém, ano após ano, a feira recebe cada vez mais afluência, tanto de expositores como de visitantes, e na década de 70, o espaço começa a revelar-se insuficiente. De facto, tal como escreve a historiadora Teresa Lopes Moreira, nascida em Santarém, numa crónica para o “Correio do Ribatejo”, na edição da feira de 1980, “o estrangulamento de espaço que sofria (...) não permitiu a presença de cerca de trinta expositores”.

Assim, na década de 80 torna-se clara a necessidade de encontrar um novo local para a feira. O município adquire então alguns terrenos na Quinta das Cegonhas, a apenas 2 km do centro da cidade, e em 1982, tal como escreve Teresa Lopes Moreira, a feira “decorre em dois espaços, no tradicional Campo Emílio Infante da Câmara e na Quinta das Cegonhas, onde se realizaram, entre outros eventos, os Concursos Nacionais de Equinos, Bovinos e Ovinos, o Campeonato Nacional Oficial de Cavalo de Raça Lusitana e as Corridas de Galgos”. Em 1989, é assinada a constituição da sociedade do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), que investe no desenvolvimento de novas instalações para a feira.

É na edição de 1994 da Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo que se dá a mudança definitiva para as atuais instalações, o espaço que conhecemos como CNEMA. Moderno, funcional e polivalente, a inauguração do CNEMA significou um sem fim de mais valias para a feira, não só para os expositores, que ganharam melhores condições para mostrarem e promoverem os seus produtos, mas também para os visitantes, cujo número continua a crescer todos os anos, graças aos espaços e facilidades de que passaram a dispor.

FNA 2024, uma edição para celebrar

A FNA 2024 significa, assim, a celebração de três aniversários muito especiais para a organização, que encerram em si a História do maior evento de agricultura do país. No certame, marcado para 8 a 16 de junho este ano, estas datas marcantes serão destacadas com uma exposição de boas-vindas a todos os visitantes, no átrio exterior da entrada principal do CNEMA, onde através de uma viagem retrospetiva composta por fotografias, cartazes, anotações históricas e documentários, se apresenta o percurso inigualável deste evento único no nosso país.

Além da celebração destes marcos históricos, a FNA 2024 terá como mote a pecuária extensiva, uma atividade rentável e sustentável que ocupa 64% da superfície agrícola útil do território nacional. Para discutir o tema, estão marcados diversos seminários e debates durante os dias da feira, como as “Conversas de Agricultura”, que incluem o “Ciclo de Conferências: Pecuária Extensiva de Sequeiro”.


Desde 1954 e até hoje, entrar na Feira Nacional de Agricultura é descobrir o mundo rural em todo o seu esplendor, desde as raças autóctones de bovinos, equinos, galinhas, caprinos, ovinos e suínos, que fazem as delícias de miúdos e graúdos, à maquinaria agrícola, aos debates sobre os temas fraturantes do setor, passando pelas tasquinhas, restaurantes tradicionais e terminando nos momentos de animação como largadas de touros, provas equestres, música popular e concertos com artistas de renome. Um evento para celebrar a importância de um setor essencial à vida de todos e as tradições que a tantos apaixonam.