PJ conclui que causas do homicídio de Nuno Loureiro e do ataque na Brown estão nos EUA e devolve investigação ao FBI

22 dez 2025, 23:41
Cláudio Valente
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Autoridades portuguesas não encontraram, durante a passagem de Nuno Loureiro e Cláudio Valente pelo Instituto Superior Técnico, razões de animosidade suficientes que justifiquem um sentimento de ódio no homicida

A Polícia Judiciária (PJ) devolveu ao FBI a investigação às causas dos homicídios em série nos Estados Unidos, que vitimaram o físico português Nuno Loureiro e dois estudantes na Universidade de Brown, tendo concluído, pelos contactos que estabeleceu com testemunhas em Portugal, que durante os anos em que Nuno Loureiro coincidiu no Instituto Superior Técnico (IST) com o autor dos crimes - Cláudio Valente - não se encontram razões de animosidade suficientes que justifiquem um sentimento de ódio no homicida que tivesse levado à prática dos crimes que ocorreram este mês, apurou a CNN Portugal.

Assim, existe a convicção na investigação de que as causas dos homicídios residem nos Estados Unidos, onde nos últimos anos Cláudio Valente terá atribuído os insucessos da sua vida profissional naquele país à intervenção de Nuno Loureiro. Esse apuramento está agora a cargo das autoridades norte-americanas.

Depois de vários dias de caça ao homem entre Massachussets, Rhode Island e outros estados de New England, as autoridades acabaram por ligar o ataque à Universidade de Brown, onde duas pessoas morreram e outras nove ficaram feridas, ao homicídio do físico português Nuno Loureiro, que dirigia um centro no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

O responsável pelos ataques acabaria por ser identificado como Cláudio Neves Valente, um português que completou a licenciatura de cinco anos em Engenharia Física Tecnológica  no IST entre 1995 e 2000, frequentando os mesmos anos de Nuno Loureiro, de quem foi colega.

Cláudio Valente seguiu, logo em 2000, para os Estados Unidos, onde deu entrada na Universidade de Brown para frequentar uma graduação naquela mesma faculdade, mas acabou por desistir cerca de um ano depois, deixando uma mensagem enigmática na rede interna da faculdade.

Depois disso terá regressado a Portugal, onde trabalhou na área de tecnologias da informação na PT. Acabaria por voltar aos Estados Unidos em 2017, não se sabendo exatamente o que fez desde então.

A última morada de Cláudio Valente foi registada em Miami, na Florida, no extremo oposto da costa este dos Estados Unidos. Foi de lá que saiu em direção a Boston e a Providence, onde cometeu os dois crimes no espaço de dois dias.

O corpo de Cláudio Valente acabaria por ser encontrado numa garagem que o próprio tinha alugado um mês antes em Salem, no estado de New Hampshire, também New England.

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