Palestiniano morto em operação das forças israelitas na Cisjordânia ocupada

Agência Lusa , AM
21 out, 09:07
Ataque na Cisjordânia (Associated Press)

Foi ainda detido um jovem pelo exército israelita

Pelo menos um palestiniano morreu e três ficaram feridos, numa operação realizada pelas forças de segurança israelitas em Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, esta sexta-feira.

O Ministério da Saúde palestiniano indicou que um homem de 19 anos, Salah Bariqi, sofreu um ferimento fatal no pescoço, enquanto três pessoas foram baleadas nos braços ou pernas.

O exército israelita estava a realizar uma operação na cidade de Jenin, durante a qual invadiu vários edifícios, de acordo com a agência de notícias palestiniana WAFA.

As autoridades locais indicaram que o exército israelita deteve um jovem.

As forças israelitas confirmaram que responderam com munição real, depois de terem sido recebidos com "explosivos e tiros" durante uma operação de detenção de um suspeito em Jenin.

Na quinta-feira, os palestinianos observaram uma greve geral na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental para protestar contra a morte de um palestiniano morto a tiro por soldados israelitas.

As autoridades israelitas acusaram o palestiniano de realizar um ataque, no início de outubro, em Jerusalém Oriental, causando a morte de Noa Lazar, um soldado israelita de 18 anos.

A Cisjordânia ocupada está a viver o ano mais violento desde 2015 – quando começou a designada ‘Intifada das Facas’ -, com ataques e confrontos quase diários entre milicianos palestinianos e militares israelitas, além de distúrbios com colonos judeus.

Os ataques deixaram mais de cem mortos do lado palestiniano, o maior número de mortos na Cisjordânia em quase sete anos, indicou a ONU.

Segundo as autoridades palestinianas, a morte de Salah Bariqi eleva para 175 o número de vítimas mortais das operações israelitas este ano: 124 na Cisjordânia e 54 em Gaza, incluindo 41 crianças.

Peritos do mais alto órgão de direitos humanos da ONU consideraram na quinta-feira que a ocupação israelita de territórios que os palestinianos procuram para o futuro Estado, incluindo a Cisjordânia, é "ilegal à luz do direito internacional".

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