Cientistas descobrem potencial ligação entre alimentos ultraprocessados e cancro colorretal

10 dez 2024, 21:16
Ciência (Freepik)

Para este estudo, os investigadores analisaram 162 amostras retiradas de pacientes com cancro, centrando a análise nos lípidos

Um grupo de cientistas descobriu uma potencial ligação entre os alimentos ultraprocessados e o risco de desenvolvimento de cancro colorretal. O estudo foi publicado na revista científica Gut esta terça-feira.

"O cancro é como uma ferida crónica que não cicatriza. Se o nosso corpo vive de alimentos ultraprocessados, a sua capacidade de curar a ferida diminui devido à inflamação e à supressão do sistema imunitário que, em última análise, permite que o cancro cresça”, afirma Timothy Yeatman, coautor do estudo e professor de cirurgia na Universidade do Sul da Florida, citado pelo jornal britânico.

Para este estudo, os investigadores analisaram 162 amostras retiradas de pacientes com cancro, centrando a análise nos lípidos. As amostras, escreve o Financial Times, continham níveis mais elevados de lípidos que causam inflamação e são comuns em alimentos ultraprocessados do que no tecido saudável adjacente aos tumores.

Yeatman diz que este estudo permite concluir que os lípidos, tendo em conta o consumo de alimentos ultraprocessados no EUA, são decorrentes do consumo destes produtos.

Os investigadores observaram também que os lípidos que ajudariam a reduzir a inflamação, como aqueles presentes no peixe, não existiam nas amostras.

O cancro colorretal é o terceiro mais comum no mundo. Em 2022, de acordo com a OMS, foi responsável por 900 mil mortes em 185 países.
 

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