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Avião com 147 cidadãos repatriados, a maioria portugueses, já está em Portugal

Agência Lusa , AM
6 mar, 10:48

Coo foi fretado pelo Estado português para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente

Um avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, em fuga da guerra no irão aterrou em Lisboa às 10:16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

O voo foi fretado pelo Estado português para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.

A aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal transportou 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito de outros países: Alemanha, Itália, Estados Unidos da América, Reino Unido e Peru.

Os passageiros mostravam à chegada um ar cansado, mas aliviado por finalmente estarem em Portugal, após uma viagem longa, atribulada e com muito medo.

“Estamos assoberbadas, a viagem foi completamente exaustiva. Há 36 horas que estamos em viagem. O transporte terrestre do hotel até Omã foi bastante difícil e depois uma espera no aeroporto de 17 horas. Mas uma vez que entrámos no avião, ficou tudo bem”, disse Mariana Carvalho aos jornalistas, no Aeródromo Militar de Lisboa.

Esta portuguesa, que se encontrava no Dubai a passar férias com a irmã gémea, Mariana, foi uma das 147 passageiros que hoje aterrou neste aeroporto, num voo fretado por Portugal para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.

Pouco depois, os passageiros dirigiram-se a uma sala no aeródromo, onde os esperava o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, e um lanche, bem como vários jornalistas que os interrogaram sobre o que lhes tinha acontecido desde que, no sábado, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Mariana contou que, enquanto estavam no Dubai, sentiram o maior receio.

“Estávamos sempre agarradas ao telemóvel a ver as notícias, a ver quando saía um avião, quando a [companhia aérea] Emirates ia dar notícia, as notícias de que estava a escalar o conflito, os voos constantemente a ser adiados. Éramos para ficar uma semana e acabámos por ficar duas”, prosseguiu.

Mariana e a irmã gémea Cristiana conseguiram arranjar um voo que vai sair hoje, mas optaram por esta resposta portuguesa, porque “como o conflito está a escalar o voo podia ser cancelado a qualquer momento”.

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