Em causa está um plano criado para que o empresário não fosse incriminado no esquema de doping da equipa de ciclismo
Um inspetor da Polícia Judiciária (PJ) e Adriano Quintanilha vão a julgamento por gizarem um plano para que o empresário não fosse incriminado no esquema de doping da equipa de ciclismo.
Esta decisão foi tomada pelo Tribunal de Instrução Criminal de Penafiel, depois de ambos os arguidos terem requerido a abertura de instrução, ou seja, uma fase facultativa que visa decidir se o processo segue e em que moldes para julgamento. Recorde-se que toda esta investigação surgiu após buscas realizadas em abril de 2022, no âmbito da Operação Prova Limpa.
De acordo com o Ministério Público, o empresário de 72 anos contactou «o seu amigo, que sabia ser inspetor da Polícia Judiciária» e os dois criaram um documento «que visasse atestar que Adriano Quintanilha e a Associação Calvário Várzea desconheciam as práticas que estavam em investigação».
Adriano Quintanilha e o inspetor da PJ estão acusados de falsificação de documentos, sendo que o empresário está também acusado de coação e o inspetor de favorecimento pessoal.