Tobias Halland Johannessen viveu situação complexa no alto do Mont Ventoux
A dureza da subida ao Mont Ventoux, onde terminou a 16.ª etapa da Volta a França em bicicleta, deixou marcas em Tobias Halland Johannessen (Uno-X Mobility), que colapsou após ter transposto a linha de meta.
O diretor da equipa, Stig Kristiansen, explicou, à estação televisiva norueguesa TV2, que Johannssen «não falou durante os últimos quilómetros porque estava com dificuldades para respirar».
«O Tobias queixou-se de dores abdominais no lado direito durante a subida. Chegou ao final, onde foi imediatamente assistido pelos médicos da prova e recebeu oxigénio», detalha a formação norueguesa Uno-X Mobility, numa publicação na rede social Instagram.
O ciclista norueguês, de 25 anos, sofreu com problemas estomacais e foi assistido no local com recurso a oxigénio, antes de ser encaminhado, consciente, ao hospital.
Johannessen terminou a etapa no 28.º posto, com o tempo de 4.08:30 horas, mais 5:11 minutos do que o vencedor da tirada, o francês Valentin Paret-Peintre (Soudal Quick-Step).
Menos grave foi a situação vivida por Jonas Vingegaard (Team Visma | Lease a Bike), segundo classificado na geral, que caiu após ter cruzado a meta. O ciclista dinamarquês chocou com um fotógrafo, magoando-se num ombro.
A chegada no alto do Mont Ventoux é um dos momentos mais importantes do Tour e já foi palco de uma tragédia. Em julho de 1967, o ciclista britânico Tom Simpson faleceu a poucos quilómetros da meta vítima de insuficiência cardíaca por exaustão. Mais tarde, o jornalista do Daily Mail, James Lionel Manning, revelou que Simpson tinha vestígios de anfetaminas e álcool no sangue.