João Almeida lamenta que manifestações possam «colocar os ciclistas em perigo» e considera que «não faz muito sentido»
A edição deste ano da Volta a Espanha em bicicleta tem sido marcada por uma série de protestos pró-Palestina que obrigaram, entre outros casos, à neutralização de uma das etapas, com chegada em Bilbau.
Este foi um dos temas principais da conferência de imprensa desta segunda-feira, no último dia de descanso dos ciclistas, e tanto João Almeida como Jonas Vingegaard se mostraram compreensivos com a vontade dos manifestantes se quererem fazer ouvir. O dinamarquês destacou o «desespero» das pessoas, sobretudo por alguma falta de atenção mediática.
«Para ser sincero, acho que todos nós sentimos que o que se passa aqui, com todas as pessoas que se têm manifestado, é que procuram uma forma de chegar às notícias. Sentem que não há atenção suficiente, estão muito desesperadas, e é por isso que o fazem. É apenas desafortunado que os protestos tenham de acontecer na Vuelta», afirmou.
Por outro lado, João Almeida lamenta que estas manifestações estejam a perturbar o funcionamento natural da Volta a Espanha e acima de tudo o perigo que este tipo de protestos pode trazer para os ciclistas.
«Toda a gente tem o direito de protestar e manifestar-se pelo que acha que é correto. Estas manifestações podem colocar os ciclistas em perigo e não faz muito sentido que estejam a interferir na corrida», referiu o português.
Recorde-se que os ciclistas dão início à terceira semana de prova esta terça-feira, com uma ligação de 167,9 quilómetros entre Poio e Castro de Herville, que termina com uma contagem de segunda categoria.