Óscar Guerrero declara a intenção de terminar a prova e lamenta incidentes ocorridos em Bilbau, na 11.ª etapa
A Volta a Espanha enfrentou uma situação pouco comum na quarta-feira, quando a 11.ª etapa teve de ser neutralizada, à última da hora, devido a fortes protestos em apoio à Palestina e contra a presença da equipa Israel-Premier Tech na prova.
Isso fez com que não fosse atribuída a vitória a qualquer ciclista e após o fim da etapa, Kiko García, diretor técnico da prova espanhola, afirmou que via apenas uma solução para o problema: «a própria equipa israelita compreender que a sua presença na prova não contribui para a segurança dos demais ciclistas». Apesar disso, horas depois, a Israel Premier Tech descartou abandonar a competição.
«A equipa permanece comprometida em disputar a Volta a Espanha. Qualquer outra decisão criaria um precedente perigoso para o ciclismo, não só para a Israel-Premier Tech, mas para todas as equipas», destacou a equipa, em comunicado.
Já nesta quinta-feira, o diretor desportivo Óscar Guerrero lamentou os incidentes em Bilbau: «Respeitamos e entendemos os protestos, mas não podemos aceitar a agressividade contra os ciclistas. Fomos chamados de assassinos, lançaram-nos tinta sobre os carros, cuspiram nos atletas... é possível protestar, mas de maneira pacífica.»
«A situação não é nada fácil, porque nos sentimos inseguros e com medo. Estamos a atravessar momentos complicados», acrescentou.
Mesmo assim, mostrou confiança em concluir a prova: «Temos vindo a preparar a Vuelta há muito tempo. Da nossa parte, queremos ir até ao fim. Um abandono abriria um precedente perigoso. É preciso separar política e desporto», concluiu.