Final da etapa marcado pela violenta queda de Amaury Capiot. João Almeida está isolado no quarto lugar da classificação geral
O belga Jasper Philipsen triunfou, ao sprint, na 13.ª etapa do Tour. Ao cabo de 165.3 quilómetros, que ligaram Agen à Ville de Pau, nos Pirenéus, o ciclista da Alpecin-Deceuninck arrecadou a segunda vitória nesta edição da prova, anotando 03:23.09 horas.
Ao sprint, Philipsen superou a concorrência, num grupo encabeçado pelo compatriota Van Aert (Visma), os alemães Ackermann (Israel-Premier Tech) e Arndt (Bahrain-Victorious), o eritreu Biniam Girmay (Intermarché) e o esloveno – e camisola amarela – Tadej Pogacar (UAE Emirates).
Os derradeiros metros ficaram marcados por um duro revés para Arnaud de Lie (Lotto), Cees Bol (Astana), Amaury Capiot (Arkea) e Maxim van Gils (Lotto). Isto porque Capiot foi ultrapassado, pela esquerda, junto às barreiras, por um ciclista da Lotto, que lhe tocou no ombro. Como tal, o ciclista belga foi ao alcatrão, «cortando» o grupo que disputava a vitória na etapa.
Enquanto se preparava o «espetáculo» pós corrida, os comissários do Tour e os responsáveis da União Ciclista Internacional debatiam e analisavam o incidente.
O português João Almeida, da UAE Emirates, foi 21.º na etapa, a um minuto do grupo da frente. Por isso, está isolado no quatro lugar da classificação geral, a 4:20 minutos de Pogacar.
A equipa do líder da prova e do português foi encurtada, face ao abandono do espanhol Juan Ayuso.
Pogacar veste de amarelo e a camisola «às bolinhas», da montanha. Por sua vez, Biniam Girmay veste a camisola dos pontos, enquanto Remco Evenepoel (Soudal-Quick-Step), de 24 anos, veste de branco, a camisola da juventude.
Para este sábado estão reservados 151,9 quilómetros entre Pau e o alto do Pla d'Adet, onde a meta coincide com uma contagem de categoria especial. Haverá subida ao Tourmalet e a Hourquette d’Ancizan, com as três montanhas concentradas na segunda metade da 14.ª etapa.