Portugal tomou "medidas muito radicais de defesa cibernética" ainda antes do início da guerra na Ucrânia

24 fev, 21:12
Ataque informático (Getty Image)

"O aumento de ciberataques é uma certeza derivado da guerra"

Portugal decidiu reforçar a defesa do seu ciberespaço na sequência das tensões entre Rússia e Ucrânia, que esta quinta-feira acabaram por resultar numa invasão militar. De acordo com o que disse à CNN Portugal José Tribolet, professor do Departamento de Engenharia Informática do Instituto Superior Técnico, o nosso país toma um passo normal, que também terá sido dado por outros membros da NATO.

Para o especialista, esta é uma ação natural, até porque "o aumento de ciberataques é uma certeza derivado da guerra", afirma, sabendo-se que houve já vários relatos de serviços informáticos ucranianos afetados.

"Preventivamente, ao nível nacional, já se tomaram medidas muito radicais de defesa cibernética. Não era de esperar outra coisa", afirma José Tribolet.

De resto, e sendo Portugal um membro da Aliança Atlântica, esta é uma ação que não deve ser isolada, com os restantes Estados-membros a seguirem o mesmo caminho.

José Tribolet lembra mesmo que há já vários países com um quinto ramo das Forças Armadas: o ciberespaço. O professor nota ainda que a maior proteção parte da população, que deve ser o verdadeiro "exército civil de ciberdefesa".

Contactado pela CNN Portugal, o Centro Nacional de Cibersegurança, entidade responsável pelo assunto, não respondeu.

A decisão portuguesa surge depois de terem sido registados vários ataques informáticos no país, nomeadamente ao grupo Impresa, à Vodafone ou ao Parlamento. O MNE foi alvo de um ataque na terça-feira.

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