Ciberataque à TAP: dados pessoais de Costa, diretor do SIS, comandante-geral da GNR, Ventura e Joana Mortágua divulgados

23 set, 00:48

Há ainda uma lista com 294 e-mails com o domínio gov.pt expostos. Deputados e ex-deputados, como Edite Estrela, Jamila Madeira, Joana Mortágua, José Cesário, José Silvano, Paulo Portas, Alexandre Quintanilha ou Susana Amador também foram afetados

Os dados pessoais do Primeiro-ministro António Costa, do diretor do Serviço de Informações (SIS), Adélio Neiva da Cruz, do comandante-geral da GNR, Rui Clero, e do líder do Chega, André Ventura, estão entre os dados de clientes da TAP que foram divulgados na dark web.

De acordo com o semanário Expresso, entre as informações partilhadas pelo grupo de hackers Ragnar Locker, responsável pelo ciberataque à companhia aérea, a morada antiga do Primeiro-ministro foi partilhada, juntamente com o e-mail de uma colaboradora do seu gabinete. Já no caso de André Ventura, o número de telemóvel pessoal e o e-mail foram comprometidos, mas não a morada de residência. O mais afetado foi mesmo o responsável pelo SIS que viu a morada, o número de telemóvel e o e-mail partilhados na dark web.

A publicação acrescenta que nesta lista constam também os dados de deputados e ex-deputados, como Edite Estrela, Jamila Madeira, Joana Mortágua, José Cesário, José Silvano, Paulo Portas, Alexandre Quintanilha ou Susana Amador. No entanto, o ataque informático não deverá ter atingido 1,5 milhões de clientes da companhia aérea, como havia sido anunciado, porque há vários nomes repetidos. Por fim, o Expresso garante que há ainda uma lista com 294 e-mails com o domínio gov.pt divulgados.

A TAP foi alvo de um ciberataque na noite do dia 25 de agosto, confirmou a companhia aérea em comunicado, garantindo que "os mecanismos de segurança da TAP foram prontamente acionados e os acessos indevidos bloqueados".

As equipas da TAP têm levada a cabo uma investigação a este evento. "A integridade operacional está garantida, pelo que não há qualquer risco para a segurança de voo", garante a empresa.

O comunicado diz ainda que, na altura, que "não foi apurado qualquer facto que permita concluir ter havido acesso indevido a dados de clientes".

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