Veterano do Exército norte-americano tem sido uma peça fundamental no que toca aos esforços dos EUA para ajudar a Ucrânia a combater a Rússia
O oficial de mais alta patente do Exército dos Estados Unidos na Europa é a nova vítima da purga do secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth.
O general Christopher "CD" Donahue, um veterano altamente respeitado das forças especiais e o último militar a deixar o Afeganistão, vai reformar-se antecipadamente das Forças Armadas, segundo fontes familiarizadas com o assunto, segundo o Financial Times (FT).
A decisão deverá ser anunciada esta quarta-feira, cerca de dois meses depois de Hegseth ter afastado o general Randy George do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército.
Donahue está a ser forçado a sair pela Administração Trump numa altura em que o Pentágono se prepara para reduzir o nível de comando na Europa, ao mesmo tempo que Donald Trump pressiona os países europeus para assumirem maior responsabilidade pela guerra na Ucrânia e pela defesa do velho continente.
De acordo com o FT, o veterano do Exército norte-americano tem sido uma peça fundamental no que toca aos esforços dos EUA para ajudar a Ucrânia na guerra contra Rússia.
A demissão deverá gerar polémica dentro das Forças Armadas americanas, já que CD Donahue é altamente respeitado entre os militares pelos importantes cargos que desempenhou durante mais de duas décadas.
“Como oficial que provou o seu valor em combate ao liderar as tropas mais elitistas do Exército durante os anos mais difíceis das guerras no Iraque e no Afeganistão, Donahue é amplamente respeitado tanto nas operações especiais como nas forças convencionais do Exército”, afirmou Sean Naylor, especialista em operações especiais e serviços de informações dos EUA.
Não foram revelados detalhes sobre o motivo desta demissão, mas vários militares confirmam que segue a linha de comportamento adotada pelo chefe do Pentágono, que já demitiu dezenas de altos responsáveis militares nos últimos 18 meses. Segundo eles, as ondas de demissões têm contribuído para a criação de um clima de medo, que está a afetar toda a estrutura militar e até os mais altos escalões.
