Foi fundamental na ajuda dos EUA à Ucrânia e é altamente respeitado pelos militares. Agora, é a última vítima da purga de Hegseth

CNN Portugal , MFP
24 jun, 11:35
General Christopher Donahue (AP)
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Veterano do Exército norte-americano tem sido uma peça fundamental no que toca aos esforços dos EUA para ajudar a Ucrânia a combater a Rússia

O oficial de mais alta patente do Exército dos Estados Unidos na Europa é a nova vítima da purga do secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth.

O general Christopher "CD" Donahue, um veterano altamente respeitado das forças especiais e o último militar a deixar o Afeganistão, vai reformar-se antecipadamente das Forças Armadas, segundo fontes familiarizadas com o assunto, segundo o Financial Times (FT).

A decisão deverá ser anunciada esta quarta-feira, cerca de dois meses depois de Hegseth ter afastado o general Randy George do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército.

Donahue está a ser forçado a sair pela Administração Trump numa altura em que o Pentágono se prepara para reduzir o nível de comando na Europa, ao mesmo tempo que Donald Trump pressiona os países europeus para assumirem maior responsabilidade pela guerra na Ucrânia e pela defesa do velho continente.

De acordo com o FT, o veterano do Exército norte-americano tem sido uma peça fundamental no que toca aos esforços dos EUA para ajudar a Ucrânia na guerra contra Rússia.

A demissão deverá gerar polémica dentro das Forças Armadas americanas, já que CD Donahue é altamente respeitado entre os militares pelos importantes cargos que desempenhou durante mais de duas décadas.

“Como oficial que provou o seu valor em combate ao liderar as tropas mais elitistas do Exército durante os anos mais difíceis das guerras no Iraque e no Afeganistão, Donahue é amplamente respeitado tanto nas operações especiais como nas forças convencionais do Exército”, afirmou Sean Naylor, especialista em operações especiais e serviços de informações dos EUA.

Não foram revelados detalhes sobre o motivo desta demissão, mas vários militares confirmam que segue a linha de comportamento adotada pelo chefe do Pentágono, que já demitiu dezenas de altos responsáveis militares nos últimos 18 meses. Segundo eles, as ondas de demissões têm contribuído para a criação de um clima de medo, que está a afetar toda a estrutura militar e até os mais altos escalões.

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