BCE mantém taxas de juro inalteradas

24 jul 2025, 13:16
Banco Central Europeu (Lusa)

Conselho do BCE diz que o objetivo é assegurar a estabilização da inflação nos 2% a médio prazo

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro diretoras, interrompendo uma série de sete descidas consecutivas. O anúncio foi feito esta quinta-feira.

"O Conselho do BCE decidiu hoje manter inalteradas as três taxas de juro directoras do BCE. A inflação situa-se atualmente no objetivo de médio prazo de 2%. As informações recebidas estão, em geral, em consonância com a anterior avaliação do Conselho do BCE sobre as perspectivas de inflação. As pressões internas sobre os preços continuaram a abrandar, tendo os salários registado um crescimento mais lento. Reflectindo, em parte, as anteriores reduções das taxas de juro pelo Conselho do BCE, a economia tem-se mostrado, até à data, globalmente resiliente num contexto mundial difícil. Ao mesmo tempo, a conjuntura permanece excecionalmente incerta, especialmente devido a disputas comerciais", lê-se no comunicado.

Segundo o Conselho do BCE, o objetivo é assegurar a estabilização da inflação nos 2% a médio prazo.

"Para determinar a orientação apropriada da política monetária, adoptará uma abordagem dependente dos dados e em função de cada reunião. Em particular, as decisões do Conselho do BCE relativas às taxas de juro basear-se-ão na sua avaliação das perspectivas para a inflação e dos riscos que a rodeiam, à luz dos dados económicos e financeiros disponíveis, bem como da dinâmica da inflação subjacente e da força de transmissão da política monetária. O Conselho do BCE não está a comprometer-se previamente com uma determinada trajetória para as taxas de juro".

Na última reunião de política monetária em 04 e 05 de junho, em Frankfurt, o BCE decidiu baixar a sua principal taxa de referência para 2,0%, tendo esta sido a sétima redução consecutiva.

Desde junho de 2024 que o BCE tem invertido o seu ciclo de restrição iniciado dois anos antes para combater a subida de preços, tendo a taxa de depósito passado de um recorde de 4,0% para 2,0%, um valor que não é considerado prejudicial para a economia, e a haver novas mexidas, serão deixadas para depois de agosto, com vários analistas a preverem um último corte de 25 pontos base que deixe a taxa de depósitos nos 1,75% antes do fim do ano.

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