Atriz fala abertamente sobre o impacto da doença na sua vida diária, na relação com a filha e no afastamento dos ecrãs, bem como sobre o seu novo livro de memórias
A estrela de Hollywood Christina Applegate afirmou que passa agora muito tempo na cama devido à sua esclerose múltipla (EM).
Em 2021, a atriz de “Dead to Me” revelou que tinha sido diagnosticada com EM. Dois anos depois, disse à Vanity Fair que era pouco provável que voltasse a aparecer em frente às câmaras, devido às dificuldades que enfrenta com a doença.
A EM afeta o sistema nervoso central e é considerada uma doença autoimune, na qual o sistema imunitário ataca as suas próprias células saudáveis. A EM, que não tem cura, afeta a qualidade de vida e pode ser incapacitante.
Agora, a atriz, cujas memórias “You With the Sad Eyes” têm publicação prevista para 3 de março, afirmou que as dores que sente tornaram difícil a sua mobilidade.
Em entrevista à revista People, Applegate revelou que passa a maior parte do tempo na cama, exceto quando tenta levar a filha de 15 anos, Sadie Grace LeNoble, à escola.
“Quero levá-la; é a minha coisa favorita para fazer. É o único momento que temos juntas, só nós as duas”, afirmou. “Digo a mim própria: ‘apenas leva-a em segurança e volta para casa para poderes regressar à cama’. E é isso que faço.”
Numa publicação fixada no Instagram no mês passado, é possível ver Applegate a falar a partir da sua cama.
Atualmente, apresenta um podcast sobre viver com EM chamado MeSsy, ao lado da também atriz Jamie-Lynn Sigler — mais conhecida pelo papel de Meadow Soprano — que também sofre da doença.
“A minha vida não vem embrulhada num laço”, disse Applegate. “A vida das pessoas, desculpem a expressão, é uma m*rda às vezes. Por isso, estou a ser o mais honesta e crua possível.”
O próximo livro de Applegate acompanha-a desde a sua infância precoce e turbulenta em Laurel Canyon, nas décadas de 1970 e 1980, até à fama na sitcom “Married… with Children” e mais além.
Detalhes divulgados pelo grupo editorial Hachette referem: “Um diagnóstico de Esclerose Múltipla em 2021 confinou-a a uma cama king size e à companhia de memórias que preferia esquecer: memórias da insegurança e da dismorfia corporal que perseguiram a sua ascensão meteórica, da luta da mãe contra a dependência e o abuso após a saída do pai, e do peso que a vida teve sobre o seu corpo e mente, que de repente chegou para ser cobrado.”
“Todos viemos de algum lugar, alguns mais dolorosos do que outros, e é o que fazemos com isso, suponho. Este não é, de forma alguma, um livro inspirador. Mas pode inspirar", afirmou Applegate à People.
Admitindo que o livro não foi fácil de escrever, afirmou que é “sobre uma menina de olhos tristes que acabou por se tornar Christina Applegate”. Admitiu que os olhos tristes permanecem “mas ela é um ser humano mais forte, diferente e resiliente”.
Jack Guy contribuiu para esta reportagem.