Vai faltar chocolate? Maior fábrica do mundo fechada após deteção de salmonela

CNN Portugal , FMC
1 jul, 15:21
Salmonela detetada na fábrica Barry Callebaut	(Jeremy Moeller/ Getty)

Grandes marcas do setor, como a Neuhaus, Chocolate Group, Guylian e Mondelez, são clientes desta fábrica e suspenderam temporariamente a produção de chocolates

A maior fábrica produtora de chocolate do mundo, a Barry Callebaut, parou a produção, depois de detetar a presença de salmonela num dos lotes, na passada segunda-feira, noticia a CNN Internacional. 

A bactéria foi identificada numa das fábricas da gigante produtora de chocolate em Wieze, na Bélgica. Como prevenção, os trabalhos foram suspensos e as cerca de 75 empresas clientes foram imediatamente avisadas. 

Em comunicado, a empresa declarou que "a segurança alimentar é primordial". "Os nossos robustos programas de segurança alimentar em vigor permitiram-nos identificar rapidamente a lecitina como a fonte da contaminação", acrescentando que as autoridades alimentares belgas foram logo notificadas.

A lecitina é uma substância usada para unir ingredientes que naturalmente não se misturariam. 

A situação gerou então um efeito dominó, que levou a que grandes marcas do setor, como Neuhaus, Chocolate Group, Guylian e Mondelez, interrompessem, mesmo que algumas parcialmente, as suas produções, uma vez que já tinham recebido parte do cacau, segundo informações dadas pelo jornal belga DeMorgen.

Algumas fecharam totalmente, para evitar a disseminação, depois de perceberem que parte do lote já tinha começado a ser processado. 

A Mondelez (detentora da Milka ou da Côte d'Or) viu-se obrigada a parar 60% da produção, apesar do chocolate proveniente da fábrica ainda estar armazenado. 

O porta-voz da Barry Callebaut, Korneel Warlop, assegurou que "a grande maioria dos produtos" eventualmente contaminados ainda está na fábrica. "O resto está nas lojas dos nossos clientes", que entretanto já anunciaram que o produto não saiu das instalações.

Warlop informou que não há, atualmente, razão para pensar que faltará chocolate brevemente. A maioria dos clientes tem margem suficiente para assegurar encomendas e entregas. Ainda assim, tudo depende do tempo de paralisação, que o porta-voz espera que termine "o mais depressa possível". 

Apesar da Barry Callebaut garantir que os consumidores estão seguros, Hélène Bonte, porta-voz das autoridades de segurança alimentar belga, alertou que a análise do local ainda está em curso e que é preciso ter a certeza que não há a propagação da infeção.  

Todas as linhas ainda terão de ser desinfetadas e só depois a fábrica poderá retomar a atividade, o que pode demorar pelo menos uma semana. 

Surtos de salmonelas em chocolate não são inéditos. Há pouco tempo, a fábrica Ferrero teve de ser fechada após uma contaminação que culminou num surto pela Europa, disseminado através de ovos Kinder

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