Tesla exige aos fornecedores que evitem peças fabricadas na China para carros comercializados nos EUA

CNN Portugal , JAV
15 nov, 09:56
Veículos elétricos da Tesla alinhados num parque de estacionamento da fábrica da companhia de automóveis (carros) em Fremont, na Califórnia, EUA, em agosto de 2025. (AP Photo/Noah Berger)

Notícia está a ser avançada pelo Wall Street Journal, dias depois de a General Motors ter ordenado aos seus fornecedores que excluam peças provenientes da China das suas cadeias de abastecimento

A empresa de produção de veículos elétricos detida pelo bilionário Elon Musk vai exigir aos seus fornecedores que deixem de adquirir e usar componentes fabricadas na China nos carros que são comercializados nos Estados Unidos.

A notícia foi avançada na sexta-feira pelo Wall Street Journal, que cita fontes familiarizadas com os processos internos da empresa. Nos últimos anos, mas sobretudo desde que Donald Turmp iniciou o seu segundo mandato na Casa Branca em janeiro, a Tesla e os seus fornecedores já substituíram alguns componentes fabricados na China por peças produzidas noutros países, mas pretende agora substituir todos os restantes componentes no espaço de um a dois anos, dizem as fontes.

Os executivos da Tesla têm enfrentado grande incerteza face à guerra comercial dos EUA com a China, o que tem dificultado a formulação de uma estratégia coerente de preços na empresa. Nos últimos dois anos, tinha noticiado a agência Reuters em abril, a Tesla foi aumentando a proporção de peças provenientes da América do Norte para as suas fábricas nos EUA face às crescentes ameaças de tarifas.

No início deste mês, dados da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros noticiadas pela mesma agência mostraram que as vendas de veículos elétricos da Tesla fabricados na China caíram 9,9%, para 61.497 unidades em outubro, em comparação com o ano anterior, revertendo um aumento de 2,8% em setembro.

Já as vendas dos Model 3 e Model Y da fabricante americana de veículos elétricos, produzidos na sua "gigafábrica" ​​de Xangai, caíram 32,3% em relação a setembro, incluindo exportações para a Europa, Índia e outros mercados.

As tensões geopolíticas entre as duas superpotências deixaram os executivos da indústria automobilística cautelosos desde o início de 2025, forçando-os a repensar as práticas comerciais com a China, há muito a mais importante fonte de peças e matérias-primas, face às tarifas intermitentes do presidente dos EUA sobre as importações de Pequim e devido à ameaça de tarifas extra sobre minerais raros e à escassez de chips de computador.

No início desta semana, a General Motors também ordenou aos seus milhares de fornecedores que eliminem peças provenientes da China das suas cadeias de abastecimento.

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