Número de mortes em sismo no sudoeste da China sobe de 74 para 82

Agência Lusa , AM
8 set, 07:45
Sismo na China (EPA)

Terramoto, que provocou deslizamentos de terra e sacudiu edifícios, fez ainda 270 feridos

O número de vítimas mortais devido ao forte sismo que na segunda-feira atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China, subiu de 74 para 82, segundo um novo balanço avançado esta quinta-feira pela imprensa estatal.

Entre os mortos, 46 foram registados na prefeitura autónoma tibetana de Garze, onde está localizado o epicentro do terremoto, e 36 na cidade de Ya'an.

O terramoto, que provocou deslizamentos de terra e sacudiu edifícios, fez ainda 270 feridos.

Pelo menos 35 pessoas estão desaparecidas, dois dias depois de o terramoto de 6,8 de magnitude na escala de Richter, segundo as autoridades chinesas, e de 6,6, segundo o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS), ter sacudido a vila de Luding, às 12:52 (05:52 em Lisboa), na segunda-feira.

A província de Sichuan, que faz fronteira com o planalto tibetano, onde placas tectónicas se encontram, é regularmente atingida por terramotos. Dois sismos registados em junho passado causaram pelo menos quatro mortos.

O sismo de segunda-feira foi sentido a 200 quilómetros de distância, na capital da província, Chengdu, onde a maioria dos 21 milhões de habitantes está confinada em casa para travar um surto de covid-19.

A televisão estatal chinesa CCTV mostrou equipas de resgate a retirar uma mulher dos escombros na vila de Moxi, onde muitos edifícios são construídos com uma mistura de madeira e tijolo.

A China mobilizou mais de 6.500 membros das forças de emergência, incluindo soldados, bombeiros e médicos, e nove helicópteros para ajudar nos esforços de resgate.

Na terça-feira, 50 mil pessoas tinham sido retiradas das áreas afetadas.

As autoridades relataram ainda que pedras caíram das montanhas, causando danos às casas e interrupções no fornecimento de energia, segundo a CCTV.

Um deslizamento de terra bloqueou uma estrada rural, deixando-a repleta de pedras, disse o Ministério de Gestão de Emergências.

Até à tarde de quarta-feira na China, foram registadas várias réplicas de magnitude igual ou superior a 3. Um dos tremores atingiu os 4,2 de magnitude, informaram as autoridades.

O governo chinês já anunciou 50 milhões de yuans (7,29 milhões de euros) para apoiar as operações de resgate e salvamento.

O terramoto segue-se a uma onda de calor e seca que levaram à escassez de água e cortes de energia, devido à dependência de Sichuan de energia hidroelétrica. Isto junta-se a medidas de confinamento altamente restritivas, no âmbito da estratégia de zero casos de covid-19, adotada pela China.

O terramoto mais mortífero da China nos últimos anos, de magnitude 7,9, ocorreu em 2008, e matou quase 90 mil pessoas, em Sichuan.

O abalo sísmico devastou cidades, escolas e comunidades rurais fora de Chengdu, levando a um esforço de reconstrução com materiais mais resistentes.

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